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Júlio Campos diz que exoneraria Ulysses Moraes se presidisse a Assembleia

Levantamento aponta que ex-deputado recebeu quase R$ 800 mil em um ano como superintendente; Júlio Campos questiona isenção de ponto e ausência do servidor na Casa

BIANCA MORTELARO - HNT
Júlio Campos diz que exoneraria Ulysses Moraes se presidisse a Assembleia O deputado estadual Júlio Campos (UB)

O deputado estadual Júlio Campos (UB) afirmou que, caso presidisse a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), solicitaria a exoneração imediata do ex-parlamentar Ulysses Moraes (Podemos).

A declaração surge após um levantamento da Gazeta Digital revelar que Moraes recebeu um montante bruto de R$ 785.419,25 desde sua nomeação, em março de 2023, para o cargo de superintendente, sem a obrigatoriedade de registrar ponto.

Campos relatou ter procurado o presidente da Casa, Max Russi (Podemos), para cobrar uma postura da Mesa Diretora sobre a situação de Ulysses e de outros servidores com salários elevados que não estariam cumprindo suas funções.

Ontem já falei com o presidente Max, cobrando uma posição na Mesa Diretora com relação a essa situação, de que determinados servidores que ganhem um salário razoavelmente bom, não estão cumprindo a sua função. Antigamente ele até passava por aqui às quartas-feira, alguns dias da semana, ele estava presente aqui, mas nos últimos tempos desapareceu por completo”.

Para Júlio Campos, a permanência do ex-deputado no cargo é insustentável. "Olha, se eu fosse o presidente, com certeza [seria exonerado]", declarou o parlamentar, acrescentando que uma investigação rigorosa poderia revelar outros casos de servidores que usufruem do que classificou como "prerrogativas ilegais e imorais" dentro da Assembleia.

Atualmente, Ulysses Moraes é dispensado do registro de ponto devido à resolução administrativa 007/2012, que retira essa obrigação para cargos de liderança.

O ex-parlamentar, que é membro do Movimento Brasil Livre (MBL) e possui expressiva presença digital, tem sido visto com frequência em atos políticos e gravações de vídeos fora de Mato Grosso, mantendo uma agenda pessoal constante sem a necessidade de solicitar licença formal. Recentemente, Moraes também esteve envolvido em polêmicas ao confrontar manifestantes que protestavam contra a escala de trabalho 6x1.

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