Senadores pedem impeachment de Toffoli
Parlamentares alegam crime de responsabilidade e questionam atuação do ministro no caso Banco Master
ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) Um grupo de senadores da oposição protocolou nesta quarta-feira (14) um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento, assinado por Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE), questiona a atuação do magistrado no caso Banco Master.
Os parlamentares alegam que Toffoli cometeu crime de responsabilidade ao “extrapolar sua função jurisdicional”, interferindo no ritmo e na condução das investigações que apuram crimes financeiros e operações bilionárias atípicas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Os argumentos da denúncia
O pedido se baseia em três pontos principais:
Condução do Caso Banco Master: A oposição contesta a sucessão de decisões do ministro, incluindo a reavaliação de ordens anteriores e a autorização de buscas e apreensões após solicitações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, o que, segundo os senadores, levanta dúvidas sobre a imparcialidade do relator.
Relações extraprocessuais: O documento cita supostos vínculos indiretos envolvendo familiares de Toffoli, que comprometeriam a independência exigida de um ministro do STF.
Falta de imparcialidade: Para os signatários, as conexões relatadas e o conjunto de decisões justificam a abertura de um processo político-jurídico, mesmo sem comprovação criminal prévia.
O rito no Senado
Após o protocolo, o destino do pedido está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que decidirá se arquiva a denúncia ou a encaminha para análise.
Se o processo seguir adiante, a condenação e a eventual perda do cargo de Toffoli dependem do voto favorável de dois terços dos senadores, ou seja, 54 dos 81 membros da Casa.








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