Vem Quem Quer promote dar cor ao Carnaval de rua em Cuiabá
A proposta é simples e direta: transformar o centro da cidade em espaço de encontro, festa e convivência popular
Em fevereiro de 2026, o Centro Histórico de Cuiabá muda de ritmo. As ruas, praças e esquinas ganham som, cor e gente circulando sem pressa quando o Cordão Carnavalesco Vem Quem Quer volta a ocupar a região com mais uma edição de seu carnaval de rua.
A proposta é simples e direta: transformar o centro da cidade em espaço de encontro, festa e convivência popular.
A concentração acontece na Praça Santos Dumont, com dispersão na Praça da Mandioca, ponto tradicional da cultura cuiabana e endereço simbólico da vida boêmia e artística da cidade. O percurso reforça a proposta do cordão: fazer do Centro Histórico não apenas passagem, mas permanência.
Criado em 2023, o Vem Quem Quer reúne artistas, professores, produtores culturais, aposentados, moradores da região central e foliões independentes.
O grupo se organiza de forma coletiva e entende o carnaval como um espaço de encontro e convivência, onde memória, identidade e cotidiano se misturam ao som da bateria e das vozes que puxam o cortejo.
Mais do que um bloco carnavalesco, o cordão tem se consolidado como uma iniciativa cultural contínua, ligada à valorização do patrimônio material e imaterial de Cuiabá. A cada edição, o Centro Histórico deixa de ser apenas pano de fundo e assume o protagonismo da festa.
A programação é aberta a todos os públicos e conta com carro de som, músicos e cantores nos dois dias de evento.
A organização é da Liga Carnaval Cuiabá, em parceria com o Governo do Estado, com apoio da Prefeitura de Cuiabá, responsável por serviços como segurança, mobilidade urbana, saúde e limpeza durante os dias de folia.
O carnaval do Vem Quem Quer também se conecta a outros coletivos e iniciativas culturais que atuam no Centro Histórico ao longo do ano, como o Maracatu Buriti Nagô, o Bloco Devotas da Mandioca, o Centro Cultural Casa do Centro e o Centro Cultural Casa das Pretas. Juntos, esses grupos reforçam o carnaval como um gesto coletivo de ocupação, pertencimento e celebração da cultura popular.
Além do período carnavalesco, o cordão integra ações que já entraram no calendário cultural da cidade, como o Arraiá Vem Quem Quer e o Mês do Patrimônio Caloroso. Atividades que dialogam com a economia criativa, o turismo e o comércio local, mantendo o Centro Histórico em movimento para além das datas festivas.








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