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O Futuro do Trabalho É Híbrido, mas Tem Chefe que Ainda Prefere o "Olho no Olho"


O Futuro do Trabalho É Híbrido, mas Tem Chefe que Ainda Prefere o Luiz Ernesto Barreto

A pandemia forçou o maior experimento de home office da história. Anos depois, o mercado vive um cabo de guerra silencioso.

De um lado, chefes apegados ao controle exigem a volta total ao escritório. Do outro, profissionais que ganharam qualidade de vida se recusam a abrir mão da autonomia.

O futuro do trabalho é flexível, não tem jeito. O problema atual não é a tecnologia, mas a cabeça de quem gerencia.

A Cilada do Controle Visual

Essa resistência ao modelo híbrido costuma vir disfarçada de papo sobre "cultura da empresa" ou "produtividade". Na real, é pura desconfiança.

Líderes acostumados a medir o valor do funcionário pelo tempo de bunda na cadeira não sabem liderar por metas e entregas.

Exigir o crachá batido todo santo dia só para vigiar o trabalhador de perto é um baita retrocesso. Pesquisas já cansaram de mostrar que a flexibilidade aumenta o bem-estar e segura os melhores talentos na empresa.

Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra

Por outro lado, não dá para romantizar o home office total. Ficar trancado em casa o tempo todo isola as pessoas, esfria as conexões e complica a vida de quem acabou de entrar na equipe. Além disso, a mistura de casa com escritório trouxe a cilada da hiperconectividade.

Sem limites, o trabalhador estende a jornada, respondendo mensagem no WhatsApp de madrugada ou no domingão. O direito de se desligar virou questão de saúde mental.

O Escritório Como Ponto de Encontro

É aí que o modelo híbrido brilha como o meio-termo ideal. O escritório muda de função: deixa de ser o lugar onde você senta para responder e-mail em silêncio e vira um ponto de encontro. Ele deve servir para reuniões de criação, decisões difíceis e cafezinhos que integram o time. Já os dias de home office ficam reservados para o trabalho focado e individual. Menos tempo no trânsito, mais produtividade.

Entrega vs. Presença

Para essa engrenagem rodar bonito, as empresas precisam mudar de mentalidade. O sucesso do trabalho flexível exige metas claras, ferramentas certas e chefias preparadas. Não dá mais para tratar o emprego como um lugar para onde você vai, mas sim como o resultado do que você faz.

As empresas que insistirem no modelo antigo de comando e controle vão ver seus melhores profissionais migrarem para a concorrência. Afinal, a liberdade virou o maior benefício do mercado atual.

Você aceitaria voltar ao presencial cinco vezes por semana ou prefere mudar de emprego?

 Luiz Ernesto Barreto é funcionário Público estadual de MT aposentado


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