O fim da família tradicional? Você precisa entender por quê
Naime Márcio Martins Moraes Imagine que você acorda um dia e percebe que as palavras mudaram, os valores mudaram, a família mudou — e ninguém te avisou. Isso não é ficção científica. Está acontecendo agora, diante dos nossos olhos.
Há mais de 170 anos, Karl Marx escreveu que para construir uma nova sociedade, seria preciso destruir a antiga. Não só a economia — mas a família, a religião e os valores que sustentam a vida das pessoas.
Karl Marx não propôs apenas uma teoria econômica. Propôs uma cosmovisão revolucionária cujo objetivo fundamental é a destruição da ordem existente como condição necessária para a edificação de uma nova sociedade.
Em O Manifesto Comunista (1848), escrito com Friedrich Engels, o objetivo era explícito: abolir a propriedade privada, a família burguesa, a religião e a nação como categorias estruturantes da vida humana e a conquista das instituições culturais (universidades, meios de comunicação, igrejas, parlamentos, escolas).
O que poucos percebem é que esse projeto saiu das gavetas e já entrou nas universidades, nas escolas, na televisão, nas redes sociais — e dentro dos próprios governos.
O Brasil está no centro do tabuleiro. Olhe ao redor. O governo atual gasta mais do que arrecada, a dívida cresce, o custo de vida sobe — e quem mais sofre é justamente a família brasileira comum, aquela que trabalha, que paga suas contas e que sonha com dias melhores. O pior é que o atual governo está criando a cultura do ócio, do assistencialismo.
No campo social, a transformação da linguagem revela uma mudança cultural profunda: a substituição gradual de termos como “mãe” por expressões como “pessoa que gesta”, “genitores” em documentos e políticas públicas é um movimento de redefinição de valores
e identidades.
Nesse cenário, a família cristã tradicional — formada pelo casamento entre homem e mulher e focada em passar valores para os filhos — perdeu o papel de principal modelo para a sociedade. Muitas vezes, ela passou a ser vista como um modelo ultrapassado ou que não combina com os novos costumes da cultura atual.
A família — base de tudo — está sendo redefinida, fragmentada, enfraquecida. Não por acaso. Por projeto, sim idealizado há mais de 170 anos por Karl Marx.
A Família é o Alvo Principal porque uma família unida não precisa do governo para tudo. Ela educa, protege, transmite valores, cria pessoas livres e conscientes.
Por isso ela incomoda tanto quem quer controlar.
As sociedades que sobreviveram aos grandes perigos da história não o fizeram por sorte. Sobreviveram porque houve pessoas dispostas a enxergar a verdade, nomeá-la sem medo e defendê-la com coragem.
Enquanto isso, do outro lado do mundo — mas cada vez mais perto — avança o islamismo radical, que é muito diferente do islã. Países como o Irã e grupos como o Hamas defendem a Sharia, uma lei religiosa que, em sua versão mais extrema, não aceita discordância. Quem não se converte, paga um preço alto.
O Irã, o Hamas, o Hezbollah e outros grupos que têm a Sharia — a lei islâmica — como projeto de Estado não ocultam seus objetivos. A Sharia, em sua interpretação mais literal e política, prevê a submissão de todos os não muçulmanos: pela conversão, pela dhimma
(estatuto de cidadão de segunda classe) ou, em casos extremos, pela eliminação.
Não se trata de caracterização hostil — trata-se da leitura de documentos fundacionais e da observação de regimes que a implementaram, como o Afeganistão talibã e o Irã pós-1979.
Esse avanço é facilitado por uma esquerda multicultural que, em nome da tolerância, tornouse incapaz de defender os valores que tornam a tolerância possível. A crítica ao islamismo radical é tratada como islamofobia; a defesa da família tradicional é tratada como
fundamentalismo. O resultado é uma sociedade que perdeu a capacidade imunológica de se defender.
O crime organizado no Brasil — com conexões internacionais cada vez mais documentadas — é também um vetor de desestabilização social. Governos que dificultam sua classificação como ameaça terrorista, seja por razões ideológicas ou por conivência, tornam-se,
objetivamente, cúmplices da desordem que afirmam combater.
É preciso compreender por que tanto o marxismo cultural quanto o islamismo radical — e, de formas distintas, o crime organizado — convergem no ataque à família: porque a família é a instituição mais resistente ao controle estatal e à dominação ideológica.
"O único lugar onde o mal triunfa é onde os bons não fazem nada." ACORDA BRASIL.
*Naime Márcio Martins Moraes – advogado e professor universitário.







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