Operação plena do Hospital Central fica para o 2º semestre do ano
Secretaria diz que há avanço no processo gradual de ativação e que, desde janeiro, fez mais de 17 mil atendimentos
O HC foi inaugurado pelo Governo em dezembro de 2025 e entrou em operação no dia 19 de janeiro deste ano, após 34 anos de obras inacabadas Anunciada inicialmente para abril passado, a operação plena do Hospital Central, em Cuiabá, só deve ocorrer no segundo semestre deste ano.
A informação partiu da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), que garante que a unidade de alta complexidade segue avançando no processo gradual de ativação de todo o complexo hospitalar, administrado pelo Einstein Hospital Israelita, de São Paulo.
O Central foi inaugurado pelo Governo de Mato Grosso em dezembro de 2025 e entrou em operação no dia 19 de janeiro deste ano, após 34 anos de obras inacabadas.
Na ocasião, o Estado informou que o funcionamento da unidade, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aconteceria em quatro etapas, com a consolidação de todos os serviços em abril passado, o que não aconteceu.
Nessa semana, o deputado estadual Dejamir Soares (PSDB), ao fazer uso da tribuna na Assembleia Legislativa, disse que tem recebido muitos pedidos de vagas hospitalares e questionou o fato de o Hospital Central, com aproximadamente 300 leitos e um custo de R$ 34 milhões ao mês (tabela cheia), ainda não estar operando em sua totalidade.
“Mas, eu quero propor aqui, deputado Max [Russi, presidente da Casa], que nós façamos uma comissão, de um deputado de cada partido, para que possamos ir ‘in loco’ ao Hospital Central e entender o que é que está acontecendo lá. Se tem os leitos mesmo abertos, quem está regulando e quais são os pacientes”, sugeriu.
A Secretaria de Saúde garante, no entanto, que a unidade avança no processo de ativação e que, desde janeiro, já realizou mais de 17 mil atendimentos, entre consultas, exames e cirurgias.
Por meio da assessoria, a pasta informou que pacientes de 73 dos 142 municípios do Estado já foram encaminhados para a unidade, o que representa cobertura superior à metade do território estadual.
Ainda segundo o órgão, a expansão assistencial seguirá nos próximos meses.
Em junho, devem entrar em operação os serviços de cirurgias vascular, cardiovascular e torácica. E, em julho, as especialidades de mastologia e cirurgias oncológica e plástica e neurocirurgia eletiva.
Em março passado, entraram em funcionamento as unidades de terapia intensiva (UTIs) adulto e pediátrica. O hospital também realizou 11 cirurgias robóticas em urologia, durante mutirão promovido em abril.
Por meio da assessoria de imprensa, o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, disse que hospitais de grande porte, como é o Central, exigem ativação técnica e operacional por etapas.
Segundo ele, é um processo que vem sendo cumprido conforme planejamento construído pelo órgão estadual e pelo Einstein, organização que administra a unidade.
“Um hospital deste porte não começa a funcionar integralmente de um dia para o outro. Desde a inauguração, deixamos claro que a ativação ocorreria por fases, com responsabilidade, segurança assistencial e formação gradual das equipes. O Hospital Central já apresenta resultados expressivos, com milhares de atendimentos realizados e ampliação contínua dos serviços ofertados à população”, disse o secretário.







COMENTÁRIOS