Caminhoneiros ameaçam nova greve com alta do diesel e pressionam governo Lula
Categoria cobra medidas mais firmes sobre frete e combustíveis e aguarda decisão em assembleia nesta quinta-feira
A possibilidade de uma nova paralisação de caminhoneiros voltou a preocupar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da escalada no preço do diesel e da insatisfação da categoria com o valor pago pelos fretes.
Embora ainda não haja confirmação oficial de greve, lideranças mantêm o movimento em estado de alerta.
À frente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, o presidente Wallace Landim afirmou que os motoristas aguardam a formalização das propostas apresentadas pelo governo antes de definir os próximos passos.
Segundo ele, a categoria deve anunciar ainda nesta quinta-feira se as medidas atendem às reivindicações.
A decisão será tomada em assembleia nacional marcada para as 16h, em Santos. O encontro é considerado decisivo para confirmar ou descartar a paralisação.
Entre os principais pontos de insatisfação está o aumento do diesel, influenciado pelo cenário internacional, especialmente pelas tensões no Oriente Médio, que impactam diretamente o preço do petróleo.
Além disso, os caminhoneiros denunciam o descumprimento da tabela mínima de frete, considerada uma das principais garantias econômicas da categoria.
O governo, por sua vez, sinalizou medidas como maior fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres, possibilidade de punir empresas que desrespeitam a tabela, além de propostas para zerar o ICMS sobre o diesel nos estados e compensar parte das perdas de arrecadação.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que a intenção é endurecer as regras para garantir o cumprimento das normas. Ainda assim, a categoria considera as propostas insuficientes até que sejam oficializadas.
Landim ressaltou que os caminhoneiros aguardam a publicação das medidas no Diário Oficial para avaliar de forma concreta o alcance das ações. A assembleia desta quinta-feira será determinante para medir o nível de adesão e definir se haverá paralisação.
Caso a greve se concretize, o país pode enfrentar reflexos semelhantes aos registrados em Greve dos caminhoneiros de 2018, como falta de combustíveis, desabastecimento de produtos, bloqueios em rodovias e pressão sobre os preços.
Além dos impactos econômicos, o movimento pode gerar desgaste político significativo para o governo em um cenário pré-eleitoral.







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