O desembargador José Luiz Leite Lindote foi eleito, nesta quinta-feira (8), presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para o biênio 2027-2028.
Atual corregedor-geral da Justiça, Lindote chegou à eleição como candidato único e com amplo consenso entre os integrantes da Corte. A escolha acabou ocorrendo por aclamação durante sessão administrativa do Tribunal Pleno.
O desembargador Gilberto Giraldelli foi escolhido para ocupar a Vice-Presidência do TJMT no mesmo período.
Já a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos será a próxima corregedora-geral da Justiça. Ela chegou a ter como concorrente o desembargador Rui Ramos Ribeiro, mas a candidatura dele foi impugnada e posteriormente indeferida.
A nova administração assumirá o Tribunal em janeiro de 2027, sucedendo a atual gestão, comandada pelo desembargador José Zuquim Nogueira.
Lindote permanecerá à frente da Presidência até o final de 2028.
CURRÍCULO
Apesar de ter chegado ao segundo grau há pouco mais de dois anos, Lindote carrega uma das trajetórias mais extensas e diversificadas entre os integrantes da atual composição do Tribunal.
Natural de Cáceres, o magistrado construiu praticamente toda a carreira profissional no serviço público. Estudou em escola pública e começou a trabalhar ainda adolescente, aos 14 anos, como estagiário do Banco do Brasil.
Posteriormente, passou pelo antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e trabalhou durante cerca de 15 anos na Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ingressou na magistratura em 1999 e acumulou 25 anos de atuação como juiz antes de chegar ao cargo de desembargador.
Ao longo desse período, passou por comarcas como Rondonópolis, Pedra Preta, Primavera do Leste, Cáceres, Diamantino e Várzea Grande.
Foi justamente em Várzea Grande que construiu uma das passagens mais marcantes de sua carreira. Durante quase duas décadas, comandou a 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública, posteriormente transformada em Vara da Saúde, área na qual se tornou uma das principais referências dentro do Judiciário mato-grossense.
Lindote também coordenou o Cejusc da Saúde Pública, o Núcleo de Apoio à Saúde Pública e o Comitê Estadual de Saúde do Judiciário.
A experiência administrativa, no entanto, não começou com sua chegada ao segundo grau. Antes de se tornar desembargador, atuou como juiz auxiliar da Presidência do TJMT, gestor da Central de Precatórios e foi convocado em três oportunidades para trabalhar na Corregedoria Nacional de Justiça.
Também teve passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
Promovido a desembargador em fevereiro de 2024, pelo critério de merecimento, Lindote rapidamente conquistou espaço entre os pares.
Poucos meses depois de chegar ao Tribunal, foi escolhido para assumir a Corregedoria-Geral da Justiça no biênio 2025-2026, um dos postos mais importantes da estrutura do Judiciário estadual.
No cargo, reforçou a imagem de magistrado de perfil conciliador, discreto e aberto ao diálogo. Entre as iniciativas da gestão está o projeto “Conversa com o Corregedor”, criado para ampliar o contato direto com magistrados das 79 comarcas de Mato Grosso.
Sua atuação também ganhou projeção nacional. Lindote passou a integrar a direção do Colégio Permanente de Corregedoras e Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil e recebeu, neste ano, a comenda Louvor Correcional.
A eleição para a Presidência consolida uma ascensão rápida dentro da cúpula do Judiciário, mas sustentada por mais de duas décadas de experiência no primeiro grau e por uma trajetória marcada pela atuação administrativa.
O consenso construído para a eleição desta quinta-feira também demonstra o prestígio alcançado por Lindote entre os integrantes da Corte em um intervalo relativamente curto desde sua chegada ao Tribunal.







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