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"Mais aguda crise da história": ex-ministros do STF fazem apelo urgente a Fachin e cobram investigação pública

Signatários afirmam que a credibilidade do tribunal está em jogo


Em carta a Edson Fachin, 13 ex-integrantes do Supremo afirmam que a confiança da população e a estabilidade das instituições estão em risco. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgaram uma carta cobrando uma resposta imediata da Corte diante da crise que atinge a instituição.

Entre os signatários estão Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Ayres Britto, Celso de Mello, Ellen Gracie, Nelson Jobim e outros ex-integrantes do tribunal.

Pedido ocorre em meio a murmuros envolvendo o Vice-presidente do STF, Alexandre de Moraes.No documento encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o grupo afirma que o Supremo enfrenta a “mais aguda crise de sua história” e pede a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário determine a apuração dos fatos que vêm atingindo a credibilidade da Corte.

Os ex-ministros manifestam confiança na condução de Fachin, mas dizem estar convencidos da necessidade de uma investigação formal.

Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”, afirma a carta.

Sede do Supremo Tribunal Federal (STF). (Foto: Antonio Augusto/STF)
Sede do Supremo Tribunal Federal (STF). (Foto: Antonio Augusto/STF)

Em outro trecho, o grupo ressalta que os episódios divulgados recentemente vêm provocando danos à imagem do tribunal.

Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas.”

Quem assinou a carta

O documento foi assinado por:

  • Néri da Silveira
  • Francisco Rezek
  • Sydney Sanches
  • Celso de Mello
  • Carlos Velloso
  • Ilmar Galvão
  • Nelson Jobim
  • Ellen Gracie
  • Cezar Peluso
  • Ayres Britto
  • Joaquim Barbosa
  • Eros Grau
  • Rosa Weber

A manifestação não cita casos específicos nem menciona nomes de ministros. Também não pede o afastamento de integrantes da Corte. O foco do documento é a defesa de uma investigação conduzida pelo próprio plenário do STF, com respeito ao devido processo legal e transparência nas decisões.

Ex-ministro do STF afirma que nenhuma autoridade está acima da lei

Após a divulgação da carta, o ex-ministro Celso de Mello voltou a se manifestar sobre o tema e reforçou a necessidade de esclarecimento dos fatos que vêm provocando desgaste ao Supremo.

Ele afirma que é dever dos próprios ministros impedir que eventuais irregularidades atinjam a credibilidade da instituição e que a situação seja analisada de publicamente pelo colegiado.

Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público. Quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos.”

Ex-ministros do STF fazem alerta dramático e cobram investigação urgente de Fachin. (Foto: STJ)
Ex-ministros do STF fazem alerta dramático e cobram investigação urgente de Fachin. (Foto: STJ)

O ex-presidente do STF ainda afirmou que a transparência é essencial para preservar a confiança da população no Judiciário.

A Justiça exercida em nome do povo deve realizar-se sob os olhos do povo. O segredo injustificado alimenta a desconfiança, fragiliza a legitimidade das decisões e compromete a credibilidade do Poder Judiciário.”

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