Jornalista revela ter sido censurado por ministro do STF e ameaçado de prisão
Mario Sabino afirmou que integrante da Corte telefonou para o site onde trabalha e o acusou de incitar a violência
O jornalista e escritor Mario Sabino O jornalista e escritor Mario Sabino revelou ter sido alvo de censura por parte de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que chegou a ser ameaçado de prisão.
O relato foi feito durante participação no programa WW Especial, apresentado pelo jornalista William Waack, na CNN Brasil, neste domingo (6).
O tema do programa foi “O Brasil perdeu a vergonha?”, com um debate sobre o cenário político brasileiro e a aparente tolerância da população diante de episódios envolvendo instituições públicas, especialmente o Supremo.
Durante a discussão, Sabino contou que publicou um artigo defendendo que a crise envolvendo o STF continuasse em evidência, com o objetivo de estimular a manifestação da sociedade, desde que dentro dos limites estabelecidos pela Constituição.
Segundo o jornalista, após a publicação, um ministro do Supremo teria telefonado para o veículo em que ele trabalha para questionar o conteúdo.
“Um ministro do Supremo telefonou ao site em que eu trabalho dizendo que eu estava cometendo crime, que eu estava incitando a violência e que eu poderia ser preso”, relatou.
Sabino não revelou qual ministro teria feito a ligação. Ao comentar o episódio durante o programa, demonstrou surpresa com a situação.
“A vida real está difícil”, afirmou.
O jornalista também argumentou que episódios desse tipo contribuem para o debate sobre os limites da atuação das instituições e sobre a liberdade de expressão no país.
O relato ocorre em meio a discussões recorrentes sobre decisões judiciais envolvendo jornalistas, veículos de comunicação e manifestações políticas. Nos últimos anos, integrantes do STF passaram a ser alvo de críticas relacionadas a medidas consideradas por opositores como restrições à liberdade de expressão.
Apesar de relatar a ameaça, Sabino não apresentou detalhes sobre quando ocorreu o telefonema, qual publicação teria motivado a reação do ministro ou se houve alguma determinação formal de retirada do conteúdo.







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