Sobras da construção civil viram peças exclusivas de decoração em Sinop
Materiais que não seriam mais utilizados na construção foram reaproveitados na criação de cerca de 30 objetos de design, decoração e utilidade.
Materiais de construção que sobraram de obras e já não tinham utilidade ganharam um novo destino em Sinop, no norte de Mato Grosso. Em vez do descarte, madeiras e outros itens foram reaproveitados e transformados em cerca de 30 peças exclusivas de design, decoração e utilidade.
A iniciativa faz parte de um novo projeto da associação Obra Solidária, organização sem fins lucrativos criada há cerca de oito anos no município. O trabalho foi apresentado nessa quarta-feira (12), durante um evento no bairro Jardim Maringá em Sinop.
A proposta une sustentabilidade, criatividade e ação social ao reaproveitar materiais doados que não poderiam mais ser utilizados nas construções.
Da sobra ao design

Segundo a arquiteta Carol Barreto, a ideia surgiu da busca por uma forma de ampliar o reaproveitamento dos resíduos recebidos pela associação e fazer com que esses materiais voltassem a circular.
Os produtos passam por um processo de transformação e ganham novas funções. Materiais que antes poderiam acabar descartados se tornam objetos que podem voltar a ser utilizados dentro de casas e outros ambientes.
A estudante de Design de Interiores Jéssica Haiss foi convidada para participar da criação das peças. O processo de desenvolvimento durou aproximadamente seis meses.
Ao final, foram produzidos cerca de 30 itens exclusivos. Entre as criações estão objetos de decoração e peças utilitárias, como porta-guardanapos, produzidos a partir das sobras disponíveis.
Reaproveitamento também reduz descarte
Além do aspecto visual, o projeto busca dar uma destinação adequada a materiais que não tinham mais possibilidade de uso nas obras para as quais haviam sido comprados.
Para Jéssica, a iniciativa mostra que materiais considerados sobras ainda podem ter utilidade quando passam por um novo processo de criação.
O empresário Ricardo Müller, que participa do projeto há aproximadamente seis anos, destaca ainda o papel da iniciativa privada no apoio a ações sociais. Para ele, materiais que muitas vezes não teriam mais utilidade para empresas ou obras podem ser reaproveitados e destinados a projetos capazes de beneficiar outras pessoas.
Com isso, aquilo que poderia terminar no descarte ganha uma segunda vida: volta a circular, agora transformado em uma peça de design.










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