Vídeo | Pelo menos 12 casarões em Cuiabá sofrem risco de desabamento em um futuro próximo, avalia secretário
Muitos dos casarões estão em estado de deterioração pelo abandono das famílias que antes moravam ali
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, José Afonso Botura Portocarrero, afirmou que existem pelo menos 12 edifícios históricos na capital que são acompanhados pelo risco de desabamento em um futuro próximo. Portocarrero explicou que muitos casarões chegam a um nível alto de deterioração por falta de cuidados das famílias proprietárias.
“Nós temos vários casarões aqui no centro histórico que estão em situação de risco, assim, não exatamente de forma iminente iminente, que vão cair agora, mas nós estamos estamos fazendo uma marcação de cada um deles. Já temos 12 imóveis desse tipo selecionados. A diretoria do patrimônio aqui da secretaria está fazendo esse trabalho, colocando isso tudo em rede e a gente faz isso em constante trabalho com o Iphan”, explicou o secretário.
A declaração do secretário ocorreu ao comentar sobre o casarão que abrigava a “Gráfica Pepe” e que teve parte desmoronada após as chuvas na última semana. O prédio teve a demolição decretada e marcada para o dia 10 de março, no entanto, a prefeitura recuou da ideia e agora atricula para recuperar a fachada da casa.
Portocarrero explica que uma possibilidade é que se reaproveite parte da estrutura, entretanto, isso deve ser planejado, porque no momento não é viável ou seguro colocar um operário na obra, devido ao risco de desmoronar. A proposta agora é adotar uma solução estrutural que garanta a conservação da parte remanescente do prédio, tombado pelo patrimônio histórico.
“É como se você tivesse peças de dominó e você retira um peça sem encostar na outra peça, sai. No caso do casarão da Gráfica Pepê há uma ligação de tijolo entre essa partes que estão em dificuldade e realmente cria esse espaço de perigo até para os transeuntes ali. Se você retirar essa peça de uma maneira mais açodada, pode cair toda a frente lá do casarão. Então, esse é o cuidado que nós estamos tendo, providenciando o equipamento, necessário para fazer isso”, afirmou ele.
Muitos dos casarões estão em estado de deterioração pelo abandono das famílias que antes moravam ali, avalia o secretário. Elas partiram e deixaram os prédios sem moradores, inquilinos ou cuidados que poderiam ajudar na manutenção ao longo dos anos. Sem essa manutenção a degradação foi acontecendo de forma gradual até chegar em um estado de degradação e uma situação de risco.
“Quando a família deixa o imóvel, em vez de alugar ou de colocar alguém para morar ali, aí a coisa as coisas vão se deteriorando até chegar nesse ponto que nós estamos hoje”, finaliza ele.
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