Quem são os vereadores e servidores alvos de operação por compra de votos em Várzea Grande
Operação do Gaeco investiga suspeita de compra de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Quinze vereadores, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá, são alvos de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta terça-feira (20). A ação investiga suspeita de compra de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Ao todo, são cumpridas 30 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão. Não há mandados de prisão nesta fase da investigação.
Segundo informações apuradas pela Centro América FM, a operação busca esclarecer possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora realizada em 14 de maio deste ano, que reconduziu o vereador Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara de Várzea Grande.
Veja os nomes dos alvos da operação
Confira os nomes dos vereadores e servidores apontados como alvos da operação do Gaeco.
A inclusão entre os alvos da investigação não significa comprovação de envolvimento em crimes.
A investigação apura se houve negociação de votos e compra de apoio entre parlamentares para influenciar o resultado da eleição que definiu a presidência do Legislativo municipal.
O caso segue sob investigação do Gaeco.
O Primeira Página tenta posicionamento com a Câmara de Várzea Grande.
Em nota, o vereador Ilde Taques informa que recebeu com tranquilidade o cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã de hoje (20), tendo colaborado com o trabalho das autoridades, que não encontraram qualquer elemento que o relacione com atividades irregulares.
STF anulou eleição da Mesa Diretora
A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande para o biênio 2027-2028 foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A votação, realizada em 14 de maio, havia reconduzido Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Casa por 12 votos a 11.
O STF considerou irregular a antecipação da eleição, já que a escolha da nova Mesa Diretora só poderia ocorrer a partir de outubro de 2026. Até a última sexta-feira (16), a Câmara ainda não havia definido uma data para a nova votação, pois aguardava o julgamento de um recurso no Supremo.
Segundo a Procuradoria-Geral da Câmara, a nova eleição poderá ocorrer até 31 de dezembro. Enquanto isso, o grupo de oposição, liderado pelo vereador Lucas Chapéu do Sol (PL), afirma ter votos suficientes para vencer a disputa.







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