Gisela sai em defesa da estabilidade dos servidores após fala de Mauro Mendes
A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União) A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União), saiu em defesa da estabilidade do funcionalismo público depois que o ex-governador e senador eleito Mauro Mendes (União) manifestou acabar com essa prerrogativa.
Gisela afirmou que, sem a garantia da estabilidade funcional, os servidores não poderiam desempenhar o seu trabalho de forma plena.
“Eu sou a favor da estabilidade do servidor público. Quem é servidor público sabe que, na verdade, se acabar essa estabilidade, muitas vezes nós ficamos impossibilitados de executar os serviços da forma eficiente como tem que ser”, afirmou ao programa Roda de Entrevista.
Gisela é servidora pública efetiva do Procon de Mato Grosso. Citando esta entidade pública como exemplo, disse que, se não fosse pela estabilidade, não seria possível fazer a fiscalização de grandes empresas, que têm acesso mais fácil àqueles com posição de poder na administração pública.
“Às vezes não conhecer como funciona o serviço público por dentro faz você ter alguns posicionamentos equivocados”, acrescentou.
Para Gisela, quando se fala em produtividade do servidor público, há que se pensar em valorizar o trabalho que é feito e premiar os resultados positivos que são alcançados.
“Existem os meios de valorizar esse servidor, o próprio estado de Mato Grosso acertou em alguns momentos ao criar o 14º salário, ao criar algum incentivo desse adicional de produtividade do servidor. São mecanismos que você tem para fazer isso”, disse.
“Há um entendimento equivocado de que a estabilidade impede a demissão do servidor, isso não é verdade também. Porque o mau servidor, aquele que não trabalha, aquele que se corrompe, aquele que faz a coisa errada, para ele existem mecanismos legais, como o PAD, por exemplo, que você pode abrir em desfavor do servidor e que ele poderá perder o serviço público”, concluiu.







COMENTÁRIOS