Fux pede processos sigilosos de Bolsonaro para analisar anulação de operação da PF
Ministro do STF quer analisar investigações sobre fake news, milícias digitais e trama golpista após pedido apresentado pelo Partido Progressista.
Ministro Luiz Fux O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nessa quinta-feira (8), o envio de processos sigilosos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro ao seu gabinete. A medida faz parte da análise de um pedido para anular uma operação da Polícia Federal (PF) realizada em 2024.
A decisão inclui documentos dos inquéritos das fake news, das milícias digitais e da investigação sobre a trama golpista. A secretaria do STF deverá encaminhar todos os volumes, anexos e mídias relacionados aos processos.
O pedido foi apresentado pelo Partido Progressistas (PP), que tenta anular a Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela PF em fevereiro de 2024, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
A operação deu início às investigações que resultaram na condenação de Bolsonaro e de aliados por envolvimento na trama golpista.
O que o partido questiona?
A petição do PP, assinada por advogados de Bolsonaro, questiona a legalidade das buscas e apreensões autorizadas por Moraes.
Segundo os autores, as medidas foram determinadas com base apenas em um pedido da Polícia Federal, sem manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A ação foi apresentada ao STF em abril de 2024 e estava sem andamento desde então.
Com o recebimento dos documentos, Fux poderá analisar o pedido de anulação da operação. A determinação não representa, por enquanto, a anulação das investigações ou das decisões judiciais relacionadas ao caso.







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