Mato Grosso lidera faturamento do comércio no Centro-Oeste com R$ 353,9 bilhões
Estado concentrou 38% da receita comercial da região em 2024, impulsionado pelo desempenho do comércio atacadista, aponta levantamento do IBGE
imagem gerada por IA O comércio de Mato Grosso movimentou R$ 353,9 bilhões em receita bruta de revenda de mercadorias em 2024, consolidando o Estado como a maior economia comercial do Centro-Oeste.
O resultado representa cerca de 38% de toda a receita do setor na região, que alcançou R$ 930,5 bilhões no período, segundo dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O desempenho reforça a importância de Mato Grosso no cenário econômico nacional e evidencia a força do comércio atacadista, principal responsável pelo faturamento estadual.
Em 2024, o Estado contabilizou 31.202 empresas comerciais e 35.909 unidades locais com receita de revenda, responsáveis pela ocupação de 221.579 trabalhadores. Os gastos com salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 8,44 bilhões ao longo do ano.
Liderança regional
Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso liderou em receita de revenda, superando Goiás, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal.
O levantamento aponta que Mato Grosso movimentou R$ 354 bilhões em receitas comerciais, à frente de Goiás, com R$ 295,3 bilhões, Mato Grosso do Sul, com R$ 149 bilhões, e Distrito Federal, com R$ 132,2 bilhões.
Apesar de possuir menos empresas comerciais que Goiás, o Estado apresentou faturamento significativamente superior, demonstrando a elevada produtividade e a relevância do setor atacadista na economia mato-grossense.
Em número de trabalhadores, Mato Grosso aparece na segunda colocação da região, atrás apenas de Goiás.
Atacado impulsiona resultados
O comércio por atacado permaneceu como o principal motor da economia comercial do Estado. Dos R$ 353,9 bilhões registrados em 2024, R$ 239,1 bilhões tiveram origem no atacado, o equivalente a aproximadamente 68% de toda a receita do setor.
O comércio varejista respondeu por R$ 92,9 bilhões, enquanto o segmento de veículos, peças e motocicletas movimentou R$ 22 bilhões.
A participação do atacado na economia estadual é superior à média observada no restante do país, refletindo a forte ligação de Mato Grosso com o agronegócio e sua estrutura logística voltada ao abastecimento nacional e às exportações.
Participação nacional
Em âmbito nacional, o comércio brasileiro registrou receita bruta de revenda de R$ 8,36 trilhões em 2024, reunindo 1,63 milhão de empresas e empregando 10,6 milhões de pessoas.
Nesse cenário, Mato Grosso respondeu por aproximadamente 4,2% da receita comercial do país, além de concentrar 1,9% das empresas brasileiras do setor e 2,1% da mão de obra ocupada no comércio.
Centro-Oeste tem alta produtividade
Os dados da PAC mostram ainda que o Centro-Oeste apresentou uma das maiores receitas médias por empresa do país.
Embora reúna apenas 9,5% das empresas comerciais brasileiras, a região foi responsável por mais de 11% da receita nacional do setor. A receita média por empresa alcançou R$ 6,02 milhões, ficando atrás apenas da Região Norte, que registrou média de R$ 6,42 milhões.
Crescimento em relação a 2023
Os resultados também indicam evolução em comparação ao ano anterior. Em 2023, Mato Grosso havia registrado receita próxima de R$ 326,8 bilhões. Em 2024, o faturamento subiu para R$ 353,9 bilhões, crescimento estimado em cerca de 8,3%.
O avanço confirma a manutenção da liderança regional e o fortalecimento do comércio atacadista como principal vetor do desenvolvimento econômico estadual.
Base para políticas públicas
Além de retratar o desempenho do setor, a Pesquisa Anual de Comércio serve como instrumento para o planejamento de políticas públicas voltadas à infraestrutura logística, qualificação profissional, desenvolvimento urbano e atração de investimentos.
Produzida anualmente pelo IBGE, a pesquisa reúne informações sobre receitas, número de empresas, empregos, remunerações, investimentos, estoques e demais indicadores econômicos do comércio brasileiro, oferecendo um panorama detalhado da evolução do setor em todas as unidades da federação.







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