A descoberta de um feto humano preservado, em um recipiente de vidro dentro da antiga Escola Estadual Nilo Póvoas, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, trouxe à tona não apenas uma investigação policial.
Revelou também o abandono de um prédio público que aguarda, há quase um ano, o início das obras da prometida Casa do Autista.
Desativada em 2020, durante o processo de reordenamento da rede estadual de ensino, a unidade foi transferida pelo Governo de Mato Grosso à Prefeitura de Cuiabá, em agosto do ano passado.
O projeto é receber aquele que foi anunciado como o maior complexo de atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de Mato Grosso e da região Centro-Oeste.
Até o momento, porém, a obra não saiu do papel.
O feto foi encontrado na noite de segunda-feira (6) por trabalhadores que realizavam serviços de limpeza no imóvel.
Segundo boletim de ocorrência, o material estava acondicionado em um frasco de vidro, caído no chão de uma das dependências da antiga escola.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
As primeiras análises apontaram que o feto fazia parte do antigo laboratório de Ciências e Biologia da escola e era utilizado em atividades didáticas, antes da desativação da unidade.
Durante a vistoria, os peritos localizaram ainda outros três recipientes contendo embriões e filhotes de animais, que também integrariam o acervo pedagógico utilizado nas aulas.
Todo o material foi recolhido para perícia.
Apesar da avaliação inicial, a Polícia Civil instaurou investigação para confirmar oficialmente a origem do feto humano, verificar se ele realmente fazia parte do acervo da escola e apurar por que o material permaneceu no imóvel mesmo após o encerramento das atividades da instituição.
OBRA PROMETIDA SEGUE SEM INÍCIO - O episódio também evidenciou a situação de abandono da antiga escola, que deveria estar passando por adaptações para receber a Casa do Autista.
O projeto foi apresentado em março deste ano pelo prefeito Abílio Brunini (PL) e pela primeira-dama e vereadora Samantha Iris (PL), idealizadora da iniciativa.
A proposta prevê um centro especializado com 48 ambientes, destinados ao atendimento de pessoas neurodivergentes e de suas famílias.
A estrutura deverá oferecer diagnóstico, terapias multidisciplinares, acompanhamento contínuo, apoio social, orientação jurídica e espaços de acolhimento para famílias atípicas.
Na ocasião do lançamento, a Prefeitura informou que a obra teria investimento estimado em R$ 8 milhões e prazo de execução de um ano e seis meses.
Entretanto, reportagem do DIÁRIO esteve no local, na manhã de terça-feira (7), e constatou que não havia trabalhadores no imóvel.
O portão permanecia aberto, preso apenas por um cadeado, e, embora o mato ao redor da edificação tenha sido recentemente roçado, o interior apresentava sinais de abandono, com lixo espalhado pelo chão, incluindo sacolas plásticas e garrafas de refrigerante.
Cinco anos após o fechamento da escola e quase um ano depois da cessão do imóvel ao município, a antiga Nilo Póvoas permanece sem uso efetivo.
Enquanto a investigação busca esclarecer a origem do material biológico encontrado, o prédio segue aguardando o cumprimento da promessa de se transformar em um centro de referência para atendimento de pessoas com autismo.






COMENTÁRIOS
ABSURDO, O PRÉDIO DA ESCOLA NILO POVOAS ESTAR FECHADO.PORQUE NÃO UTILIZA-LO NAS SÉRIES EM PERÍODO INTEGRAL?A ALEGACAO DE QUE NÃO TEM CLIENTELA É UMA FALACIA, ESTUDANTES NÃO PAGAM TRANSPORTE.INSTALAR A CASA DO ALTISTA NAQUELE LOCAL É OUTRO ABSURDO.IMA CASA ESCOLA PARA AUTISTA TEM QUE SER PENSADA NAS LIMITAÇÕES DOS AUTISTAS, E NÃO QUERER ADEQUAR UM PRÉDIO JÁ EXISTENTE SEM A MINAMA INFRAESTRUTURA PARA O FIM QUECQUEREM LHE DAR.A VERDADE É UMA SO, EDUCACAO NUNCA FOI PRIORIDAD