Judiciário de MT tem 10 magistrados afastados sob variadas suspeitas
Os dois casos mais recentes envolvem os juízes Alexandre Ceroy e Fernando Melo. Há casos de desembargadores
As suspeitas envolvem uma disputa por um terreno localizado ao lado de um condomínio onde Ceroy (detalhe) residia Mato Grosso já soma 10 magistrados afastados de suas funções, em meio a uma série de investigações que atingem integrantes do Judiciário estadual.
Os dois casos mais recentes envolvem os juízes Alexandre Meinberg Ceroy e Fernando da Fonsêca Melo, ambos com atuação em Barra do Garças (509 km a Leste de Cuiabá).
Na segunda-feira (5), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento de Alexandre Ceroy, titular da 3ª Vara Cível do município, e abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possíveis infrações funcionais.
O procedimento corre sob sigilo.
A decisão foi tomada em sessão virtual do Conselho, sob relatoria do ministro Mauro Luiz Campbell Marques, e contou com o aval unânime dos conselheiros, incluindo o presidente do CNJ, Edson Fachin.
A investigação teve início após reclamação apresentada pelo advogado Hebert Vinicius Lisboa de Sousa.
As suspeitas envolvem uma disputa por um terreno localizado ao lado de um condomínio onde o magistrado residia, o que levantou questionamentos sobre sua conduta.
O afastamento de Ceroy ocorre poucos dias depois da decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que, na semana passada, retirou temporariamente das funções o juiz Fernando da Fonsêca Melo.
Ele é investigado por uma série de condutas consideradas graves, incluindo a suspeita de simulação de ameaças atribuídas a facções criminosas para justificar reforço em sua segurança pessoal.
De acordo com a apuração conduzida pela Corregedoria do TJ-MT, sob responsabilidade do desembargador José Luiz Leite Lindote, também há indícios de decisões judiciais fora dos padrões usuais, possível interferência em políticas públicas municipais e conflitos com autoridades locais, entre elas o prefeito Adilson Gonçalves Macedo.
O magistrado passou a responder a um PAD, teve acessos institucionais suspensos e precisou devolver equipamentos funcionais.
Além dos dois casos mais recentes, a lista de magistrados afastados no estado inclui os desembargadores Dirceu dos Santos e João Ferreira Filho, e os juízes Mirko Vincenzo Gianotte, Silvia Renata Anffe Souza de Moura, Anderson Candiotto, Tatiana dos Santos Batista, Ivan Lúcio Amarante e Maria das Graças Gomes da Costa.
Os processos seguem em andamento e podem resultar em sanções administrativas, conforme o desfecho das investigações conduzidas pelos órgãos de controle.







COMENTÁRIOS