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Fim da escala 6x1 pode gerar desemprego, inflação e alta nos custos das empresas

Especialistas alertam para aumento de despesas operacionais, perda de competitividade e risco de avanço da informalidade com a mudança na jornada de trabalho

Da Redação - Folha do Estado - Foto: Jaelson Lucas
Fim da escala 6x1 pode gerar desemprego, inflação e alta nos custos das empresas

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um — vem ganhando força no Congresso Nacional, mas também acende um alerta no setor produtivo. 

Empresários e especialistas apontam que a mudança pode trazer impactos negativos para a economia, com aumento de custos, redução de empregos formais e pressão inflacionária. 

Um dos principais pontos levantados é o aumento dos custos operacionais para as empresas. 

Com menos dias de trabalho por funcionário, muitas companhias precisariam contratar mais trabalhadores para manter a operação durante toda a semana, o que elevaria a folha salarial, os encargos trabalhistas e, em alguns casos, o pagamento de horas extras. 

A consequência direta pode ser a compressão das margens de lucro e a perda de competitividade, especialmente em setores com alta demanda de mão de obra. 

No comércio e no setor de serviços, a preocupação é ainda maior. Como muitos estabelecimentos funcionam sete dias por semana, a redução da jornada pode dificultar a manutenção das operações em horário integral, gerando equipes menores, sobrecarga de trabalho e até redução no atendimento ao público. 

Os custos extras também podem ser repassados ao consumidor. Especialistas avaliam que produtos e serviços podem ficar mais caros, o que aumentaria a pressão inflacionária, principalmente em áreas como alimentação, transporte e serviços em geral. 

Em setores operacionais e industriais, a alteração na escala pode provocar queda de produtividade. A maior troca de turnos e a interrupção de processos contínuos podem gerar gargalos logísticos, perda de ritmo e aumento do custo por unidade produzida. 

As pequenas e médias empresas estão entre as mais vulneráveis. Com menor capacidade financeira para absorver custos extras ou contratar mais funcionários, muitas podem reduzir a operação ou até encerrar atividades. 

A mudança também pode pressionar setores essenciais, como saúde, segurança, transporte e logística, que exigem funcionamento contínuo. Nessas áreas, manter plantões e escalas pode se tornar mais caro e complexo. 

Na avaliação de especialistas, o conjunto desses fatores pode gerar um efeito cascata na economia: aumento de custos, menos empregos, menor consumo e desaceleração econômica.

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