BMW, casa de luxo e bolsa de R$ 34 mil: família que divulgava 'tigrinho' tinha vida de alto padrão
A Operação Aposta Perdida cumpriu, nesta quarta-feira (23), mandados de bloqueio de contas, bloqueio de perfis em redes sociais e sequestros de bens.
A família alvo da Operação Aposta Perdida, que investiga a divulgação do “jogo do tigrinho”, ostentava uma vida de alto padrão, com veículos de luxo, dinheiro em moeda estrangeira e itens de grife.
A ação da Polícia Civil desta quarta-feira (22) tem como foco desarticular um esquema de promoção ilegal de plataformas de apostas em Cuiabá, Várzea Grande e Santa Catarina.
Durante o cumprimento de mandados, os investigadores apreenderam carros de luxo das marcas BMW e Porsche.
Os veículos eram utilizados pela família e frequentemente apareciam em publicações nas redes sociais, nas quais os investigados exibiam ganhos e um estilo de vida sofisticado como forma de atrair novos apostadores.
Outros itens que chamam a atenção são bolsas de marcas internacionais, como da Christian Dior avaliada em R$ 25 mil e outra da Saint Laurent de R$ 34 mil. O acessório, de marca internacional, reforça o padrão de consumo elevado mantido pelo grupo, que investia em produtos caros e exclusivos.
A residência da família também chamou a atenção dos investigadores pelo alto padrão. O imóvel, de grande porte, conta com acabamentos sofisticados, móveis planejados e área de lazer, evidenciando um estilo de vida incompatível com a renda declarada pelos envolvidos.
A operação
Segundo as investigações, o principal suspeito coordenava o esquema, enquanto familiares — incluindo a esposa e a cunhada — atuavam como influenciadores digitais. Elas utilizavam redes sociais para divulgar o “tigrinho”, exibindo supostos lucros altos, compartilhando links de acesso e orientando seguidores sobre como apostar. O grupo lucrava com comissões geradas a partir das perdas dos usuários que se cadastravam nas plataformas.
Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias que somam cerca de R$ 10 milhões. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros envolvidos e dimensionar o prejuízo causado às vítimas.











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