Vídeo | Mauro critica promessa de Wellington sobre RGA e questiona: “Quer ser um Pedro Taques 2?”
Governador afirma que pagamento da defasagem de quase 20% criaria despesa de até R$ 4 bilhões e poderia levar Mato Grosso a nova crise fiscal
O governador Mauro Mendes (União) criticou a promessa do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao governo do Estado nas eleições de 2026, de arcar com os supostos quase 20% de defasagem da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores caso seja eleito.
Mendes afirmou que Fagundes estaria “seguindo o mesmo caminho” que o ex-governador Pedro Taques (PSB), cuja gestão foi marcada por forte turbulência fiscal, e poderia levar o Estado a uma nova crise nas contas públicas.
A declaração foi dada na quarta-feira (11) ao comentar uma publicação feita pelo senador em suas redes sociais. No vídeo, divulgado no mesmo dia, o senador se comprometeu a honrar o valor alegado pelos servidores, que apontam uma defasagem acumulada próxima de 20% referente ao período entre 2017 e 2021. Parte desse passivo remonta ao final da gestão de Taques, quando a recomposição não foi integralmente concedida.
“O Wellington está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques, vai quebrar o Estado. É isso que ele quer? Quer ser um Pedro Taques 2? É o caminho que ele está propondo”, afirmou o governador, que sempre manteve uma postura firme em relação aos gastos do Executivo. Ele apontou que pagar todo o passivo geraria um aumento de R$ 4 bilhões nos cofres estaduais.
Sem citar nomes, Mendes também criticou propostas de pré-candidatos ao governo que combinam aumento de despesas públicas com redução de arrecadação. Segundo ele, algum candidati também teria proposto o fim do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB), uma contribuição obrigatória sobre produtos agropecuários no estado. De acordo com ele, a medida retiraria cerca de R$ 3 bilhões dos cofres estaduais.
“Vai quebrar o Estado. Político assim quebra o Estado. No segundo ano, Mato Grosso já estará quebrado”, disparou.
No primeiro ano da gestão Mauro Mendes, 2019, o pagamento não foi realizado sob a justificativa de que o Estado estava acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Na época, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) entendeu que o governo não era obrigado a conceder a revisão naquele cenário.
Nos anos seguintes, em 2020 e 2021, a recomposição salarial também não avançou em razão das restrições impostas pela legislação federal criada durante a pandemia de Covid-19, que condicionou o repasse de auxílio financeiro da União aos estados à proibição de aumento de despesas com pessoal, incluindo reajustes salariais.
Mendes sustenta a narrativa de que recebeu o Estado em situação financeira crítica das mãos de Taques e que promoveu um processo de reorganização das contas públicas com base em medidas de austeridade fiscal, ajuste administrativo e controle de despesas.
Veja o vídeo:







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