Governo Lula articula para barrar convocações de Toffoli e Moraes na CPI do Crime Organizado
Senado analisa requerimentos em meio a embate sobre ministros do STF
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articulou uma ofensiva para evitar que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, sejam convocados pela CPI do Crime Organizado do Senado.
A iniciativa foi publicada pela Revista Oeste e citada por outras fontes.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o senador Jaques Wagner (PT-BA) apresentaram, na segunda-feira, 23 de fevereiro, 21 requerimentos direcionados a nomes da oposição.
Entre os alvos estão políticos como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ex-ministros de governos anteriores, como Paulo Guedes e João Roma, além do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
A estratégia oficial seria ampliar a pauta de requerimentos para “diluir” as discussões em torno de Toffoli e Moraes e dificultar a aprovação das convocações desses dois ministros do STF pela CPI.
Os pedidos relacionados aos magistrados devem ser analisados na sessão de quarta-feira, 24 de fevereiro.
O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI, é aliado do governo e controla a pauta da comissão, o que pode facilitar a inclusão imediata dos novos requerimentos.
Oposição e andamento da CPI
Parlamentares da oposição afirmam que, mesmo com a movimentação do Planalto, têm votos suficientes para aprovar a convocação de Toffoli e Moraes.
A CPI é composta por 12 membros, dos quais cinco são alinhados com a oposição. O voto de desempate poderia vir do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, embora o presidente do colegiado só vote em caso de empate.
A CPI do Crime Organizado foi criada para investigar a atuação de redes criminosas no país e já tem em sua pauta pedidos de convocações e quebras de sigilo, inclusive ligados a empresários e possíveis familiares de ministros do STF.







COMENTÁRIOS