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Fundo conectado ao MT Par está ligado a ministro do STF e ao Banco Master, diz jornal

Lázaro Thor - Pnb on line
Fundo conectado ao MT Par está ligado a ministro do STF e ao Banco Master, diz jornal Governador de MT Mauro Mendes (União)

Uma reportagem do jornal Folha de São Paulo revelou que o fundo com conexões com a empresa pública Mato Grosso Participações (MTPar), presidida por Werner Santos, irmão do ex-senador Cidinho Santos, é ligado a parentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e a empresas envolvidas no escândalo do Banco Master.

Segundo a reportagem da Folha, empresas de parentes do ministro do STF foram sócias do Arleen Fundo de Investimentos que, por sua vez, foi cotista do RWM Plus, um fundo que recebeu investimentos de fundos ligados ao Maia 95, um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O fundo Arleen em si não é alvo de investigação.

O RWM Plus foi citado em reportagem publicada pelo portal ICL Notícias. Segundo o texto, o RWM recebe investimentos de outro fundo, o Money Market, que também recebe dinheiro de fundos citados na Operação Carbono Oculto. No Money Market, o governo de Mato Grosso teria investido, via MT Par, R$ 1,1 milhão.

Em agosto do ano passado, o PNB Online revelou que empresa suspeita de operar recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC), a Reag Investimentos, administrou fundos ligados a família do governador Mauro Mendes (União).

O ministro Dias Toffoli possui boa relação com o governador de Mato Grosso. Em julho de 2019, Toffoli recebeu a comenda Ordem do Mérito Mato Grosso. Em novembro do último ano, em decisão favorável ao governo, Toffoli suspendeu a eficácia do artigo 164, parágrafo 16-B, da Constituição de Mato Grosso, que tornava obrigatória a execução das emendas orçamentárias coletivas apresentadas por bancadas e blocos parlamentares da Assembleia Legislativa.

As conexões entre Toffoli e o Master foram apresentadas na imprensa nacional após o ministro atender pedido da defesa de Daniel Vorcaro e “subir” o processo contra o banqueiro para o STF. Toffoli também viajou com o advogado Augusto Arruda Botelho para assistir a final da Libertadores em Lima, no Peru. Augusto é defensor de Luiz Antônio Bull, um dos alvos da investigação sobre o Banco Master.

Apurações da Polícia Federal e do Banco Central apontam para o uso de múltiplos fundos para inflar o patrimônio do Master. Uma operação da PF com base nessas investigações prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro em 18 de novembro, quando ele se preparava para deixar país.

O Arleen Fundo de Investimentos teve, ao menos até maio de 2025, ações da Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR) que pertencia em parte à família de Toffoli, e também participação direta na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade que tinha como um de seus sócios um primo do ministro.

Leia a reportagem completa da Folha de São Paulo

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