Michelle agradece a senadores que pedem prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro
PL e ex-primeira-dama compartilha indignação e denúncia de injustiça, indiferença e perseguição contra ex-presidente preso
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o Partido Liberal (PL) compartilharam, na noite desta quinta-feira (8), uma mensagem de agradecimento a 22 senadores e senadoras que enviaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, um pedido pela concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).
A mensagem ressalta que Michelle, seu partido e os senadores que assinaram a petição compartilham indignação e a denúncia de injustiça, indiferença e perseguição contra o ex-presidente preso na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A publicação na rede social Instagram é ilustrada por fotos de Michelle em momentos de internação hospitalar do líder político de direita que foi condenado a mais de 27 anos de prisão pela acusação de crimes em “trama golpista” contra a eleição do presidente Lula (PT).
“Agradecemos às Senadoras e aos Senadores que, assim como nós, estão indignados com a injustiça, indiferença e perseguição praticadas contra o maior líder da direita no Brasil, e peticionaram junto ao STF pela prisão domiciliar humanitária em favor do nosso eterno presidente, Jair Messias Bolsonaro. Que Deus os abençoe!”, diz a mensagem assinada por Michelle, pelo PL Mulher e pelo PL nacional.
Denúncia de negligência
Bolsonaro caiu e bateu com a cabeça, na sela em que está preso na PF, na madrugada de terça-feira (6), e a ex-primeira-dama denunciou negligência no atendimento médico e demora de mais de 24 horas para o ministro Alexandre de Moraes decidir autorizar a transferência do ex-presidente para realizar exames médicos.
A ex-primeira-dama chegou a declarar que somente Deus pode proteger a vida de Jair Bolsonaro, ao concluir que fica apenas na teoria o socorro emergencial que deveria ser garantido ao seu esposo, pela Polícia Federal.
A equipe médica da corporação realizou os primeiros-socorros e concluiu que não haveria motivos para transferência urgente do ex-presidente para atendimento hospitalar. Posição que confrontou a posição do médico do político, que apontava traumatismo craniano leve e pediu a realização de exames com urgência.
Os exames realizados ontem, segundo Alexandre de Moraes, não identificaram sequelas com a queda. E o ministro reagiu proibindo a iniciativa do Conselho Federal de Medicina (CFM) de apurar o caso.
Para o senador Jorge Seif(PL-SC), Bolsonaro foi deixado à própria sorte após um acidente grave que colocou sua vida em risco real. O político catarinense detalhou que os senadores basearam o pedido ao STF na dignidade da pessoa humana e no risco real de vida. E ressaltou que, se o Estado não consegue garantir a integridade física do ex-presidente, não tem o direito de mantê-lo sob esse regime.
“Não estamos pedindo clemência, estamos exigindo ISONOMIA. O Supremo já abriu precedentes para outros; negar o mesmo direito a Bolsonaro é admitir que o processo virou perseguição pessoal. Nossa parte está sendo feita. […] Não aceitaremos que a omissão do Estado fabrique uma tragédia. A história está registrando cada silêncio e cada omissão. O Brasil não aceitará um novo caso de descaso médico em solo federal”, argumentou Seif.
Veja o vídeo da mensagem de agradecimento de Michelle do PL aos senadores:







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