Lula recebe R$ 12,5 mil como anistiado desde 1993
Benefício de aposentadoria especial recebido desde 1993 reacende embate político e acusações de contradição no momento em que o Congresso discute possível anistia para envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes
Luiz Inácio Lula da Silva Em meio ao acirrado debate sobre um eventual projeto de anistia para participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023, a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva como anistiado político voltou ao centro das discussões.
O presidente, que tem se posicionado publicamente contra propostas de “anistia ampla” para crimes que atentem contra o Estado democrático de direito, viu adversários reacenderem o tema de seu próprio benefício obtido há mais de três décadas.
Desde 1993, Lula recebe uma aposentadoria especial de anistiado político, paga pelo INSS, em torno de R$ 12,5 mil mensais.
O benefício decorre da cassação de seus direitos sindicais e da destituição da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo durante a ditadura militar — reconhecimento formalizado pela Comissão Especial de Anistia e publicado no Diário Oficial da União.
A lembrança do caso ressurge justamente quando parlamentares, juristas e grupos políticos discutem se crimes cometidos nos atos golpistas de 8 de janeiro poderiam ser objeto de anistia. Críticos da proposta afirmam que a medida representaria um ataque direto ao Estado democrático.
Já defensores, principalmente no campo da oposição, apontam para o que chamam de “contradição” do presidente: ser contrário a perdoar envolvidos em crimes recentes, enquanto ele próprio usufrui de reparação estatal garantida pela legislação de anistia.
Nas redes sociais, opositores têm classificado o episódio como exemplo de “hipocrisia”. Apoiadores do governo, porém, rebatem afirmando que o benefício de Lula é previsto em lei, refere-se a perseguições cometidas durante a ditadura militar e não guarda relação com anistias discutidas para crimes contemporâneos.







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