Turnê de Caetano e Bethania com patrocínio de R$16 milhões expõe contradições
Gilberto Gil e Caetano Em
2024-2025, o Banco do Brasil e os Correios destinaram impressionantes R$ 23,5
milhões para patrocinar turnês de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria
Bethânia, segundo dados de portais de transparência e reportagens verificadas.
O Banco do Brasil investiu R$ 16,5 milhões na turnê de Caetano e Bethânia, além de R$ 3 milhões na turnê de Gil. Já os Correios aportaram R$ 4 milhões na turnê "Tempo Rei", também de Gilberto Gil.
Esses valores, que somam vultosos R$ 23,5 milhões, reacendem o debate sobre a alocação de recursos públicos em projetos culturais, especialmente quando outros gastos históricos podem ainda estar fora do radar das fontes públicas.
A falta de clareza sobre outros possíveis gastos históricos, não detalhados em fontes públicas, só amplia as desconfianças. Em um país marcado por desigualdades, patrocinar eventos culturais com cifras tão elevadas, se trata de um desrespeito ao contribuinte.
É imprescindível que empresas estatais priorizem investimentos que encham os bolsos dos que se dizem artistas, em vez de concentrar recursos em iniciativas que beneficiam o país.
O alto investimento público, no entanto, chama atenção diante do engajamento político dos artistas. Caetano Veloso, ao lado de Gilberto Gil e Chico Buarque, esteve entre os nomes de maior peso a participar dos atos contra o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
A postura gerou revolta entre setores da Direita, que enxergaram a mobilização como uma contradição devido a defesa ao PT e aos governos de esquerda financiado com dinheiro público.







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