Fagundes fica fora de agenda oficial da campanha de Flávio Bolsonaro em Cuiabá
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), ficou de fora da primeira agenda oficial de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no Estado, marcada para esta sexta-feira (21), em Cuiabá. O encontro contará com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio.
Conforme a reportagem do Jornal A Gazeta desta sexta, a ausência de Fagundes evidencia a divisão interna no PL de Mato Grosso e o distanciamento entre diferentes grupos que integram a legenda. De um lado está a ala mais alinhada ao bolsonarismo; do outro, a estrutura tradicional do partido, ligada ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, da qual Fagundes é um dos principais representantes no Estado.
A agenda foi organizada pelo empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso. O encontro terá como foco o setor empresarial e busca ampliar o apoio político e financeiro à pré-campanha do senador.
Rogério Marinho tem percorrido diferentes estados em reuniões com empresários para apresentar as propostas da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e buscar apoio para a campanha.
A relação entre Balbinotti e Fagundes, no entanto, é marcada por divergências políticas. O empresário ocupa a primeira suplência na chapa do deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado, enquanto Medeiros já declarou publicamente oposição à pré-candidatura de Fagundes ao Governo do Estado.
O principal ponto de conflito envolve a articulação de Fagundes para construir uma aliança com o MDB da deputada estadual Janaina Riva, que também colocou seu nome na disputa pelo Senado. A movimentação foi interpretada pelo grupo de Medeiros como uma tentativa de enfraquecer sua candidatura em favor do grupo emedebista, ampliando o ambiente de desconfiança dentro da legenda.
As divergências, porém, não se limitam à disputa interna entre os grupos ligados ao PL. A pré-candidatura de Fagundes ao Palácio Paiaguás também enfrenta resistência entre parte da base municipalista do partido. Prefeitos filiados ao PL em Mato Grosso têm demonstrado preferência pelo projeto político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A resistência a Fagundes dentro de setores ligados ao bolsonarismo ocorre desde a filiação de Jair Bolsonaro ao PL. O senador já foi alvo do apelido de “melancia”, utilizado por adversários para fazer referência à sua trajetória política e às alianças que manteve com diferentes grupos ao longo da carreira, incluindo setores ligados ao PT e ao campo progressista de Mato Grosso.
Procurado, Balbinotti afirmou que a reunião desta sexta-feira é voltada exclusivamente ao setor empresarial e, por esse motivo, não houve convite a políticos. Ao ser questionado especificamente sobre a ausência de Fagundes, o empresário afirmou que sequer deve participar do encontro.
Durante a reunião, Rogério Marinho deverá apresentar ao empresariado as propostas e diretrizes do eventual governo de Flávio Bolsonaro, além de buscar apoio político e financeiro para a campanha. Segundo Balbinotti, a intenção também é aproximar empresários do projeto e incentivar a participação deles na campanha.







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