Jayme diz ouvir relatos de dinheiro, emprego e convênio contra sua candidatura
Jayme evitou acusação direta e disse que ainda não viu provas das supostas abordagens
O senador e pré-candidato ao Governo, Jayme Campos (União Brasil) O senador e pré-candidato ao Governo, Jayme Campos (União Brasil) disse nesta semana ter recebido relatos de que convencionais do partido estariam sendo procurados com ofertas de dinheiro, empregos e convênios para votar contra sua candidatura na convenção estadual da sigla.
A declaração foi dada após o deputado estadual Júlio Campos denunciar que emissários ligados a um grande empresário do agronegócio estariam tentando cooptar votos para impedir que Jayme seja escolhido candidato ao Palácio Paiaguás. A convenção está marcada para o dia 30 de julho.
“Tenho ouvido alguns amigos dizerem: ‘Estão levando propostas indecorosas’. Eles me falaram em dinheiro, emprego e convênio. Para mim, isso não é relevante. O que manda é a consciência, sobretudo dos nossos amigos e amigas que fazem parte do partido”, afirmou Jayme no último dia 16 de julho.
Apesar dos relatos, o senador evitou fazer uma acusação direta e disse que ainda não viu provas de que as supostas abordagens estejam ocorrendo. Jayme afirmou que não trabalha com suposições e que prefere aguardar a convenção.
“Eu sou daquela velha história: ver para crer. É preto no branco. Esse negócio de vir e falar, nada disso. Eu não vi”, declarou.
Jayme também disse não temer traições dentro do partido. Segundo ele, os convencionais são livres para mudar de posicionamento até o momento da votação, mas sua expectativa é de que levem em consideração sua trajetória política e suas propostas.
“Todo mundo conhece minha história, minha biografia, e eu espero que, pelo trabalho que sempre fiz como homem público de Mato Grosso, tenha uma boa vitória na convenção”, disse.
O senador descartou trabalhar com um plano alternativo caso não consiga vencer a disputa interna. Ele afirmou acreditar que será escolhido pelos convencionais para representar o União Brasil na eleição ao Governo.
“Eu não trabalho com pressupostos. Eu aposto que vou ser candidato e aposto que vou ganhar a convenção. Ponto”, concluiu.
A convenção definirá se o União Brasil lançará candidatura própria com Jayme ou apoiará a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), tese defendida pelo grupo ligado ao ex-governador Mauro Mendes.





