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'Febre' da Copa do Mundo deve movimentar até R$ 100 milhões em Mato Grosso

Com a bola rolando e o Brasil em campo, empresários apostam em confraternizações e maior circulação de dinheiro nos próximos dias

Redação | Estadão Mato Grosso
'Febre' da Copa do Mundo deve movimentar até R$ 100 milhões em Mato Grosso

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 neste sábado, 13 de junho, contra o Marrocos, marca não apenas o início da caminhada do Brasil em busca do hexacampeonato, mas também o começo de um período de forte movimentação para o comércio. Em Mato Grosso, a expectativa do setor é de que a competição injete entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões na economia estadual ao longo das próximas semanas.

A abertura do Mundial ocorreu na quinta-feira, 11, no México, mas é a entrada em campo da seleção brasileira que tradicionalmente mobiliza consumidores, bares, restaurantes, supermercados e diversos segmentos do varejo.

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a Copa de 2026 deverá gerar um impacto de R$ 4,32 bilhões no faturamento do comércio varejista brasileiro. O resultado representa crescimento real de 6,5% em comparação ao Mundial de 2022, quando o setor registrou receita adicional de R$ 3,76 bilhões.

Em Mato Grosso, a projeção da Fecomércio-MT acompanha esse cenário de otimismo. A entidade avalia que a competição deve ampliar o fluxo de consumidores e fortalecer especialmente os segmentos ligados à alimentação, lazer e entretenimento.

Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, a Copa historicamente estimula o consumo, mas neste ano o comportamento dos consumidores deve apresentar algumas diferenças em relação a edições anteriores.

"A Copa do Mundo sempre aumenta a demanda por alimentos e bebidas para confraternizações. Desta vez, mercados e supermercados devem representar a maior fatia desse movimento, ampliando o fluxo de consumidores e criando oportunidades para diferentes segmentos do comércio e dos serviços", afirma.

Os dados da CNC mostram que os produtos alimentícios e bebidas deverão responder por 68,7% de toda a movimentação financeira gerada pelo torneio. Vestuário e acessórios aparecem na sequência, com participação estimada de 18,5%, enquanto eletroeletrônicos e artigos de uso doméstico devem representar apenas 6% das vendas.

A mudança está diretamente relacionada ao cenário econômico. Com a taxa Selic em 14,5% ao ano e juros elevados para o consumidor, a tendência é de menor procura por produtos de maior valor agregado, como televisores e eletrodomésticos, itens que costumavam liderar as vendas em períodos de Copa.

Se o comércio de rua e os supermercados esperam aumento nas vendas, os bares e restaurantes também apostam em um mês de forte movimento.

Pesquisa do Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM (CEAM) aponta que 21,2% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos da Seleção em bares e restaurantes. Entre eles, 63,8% estimam gastar mais de R$ 100 por partida.

O setor já se prepara para receber esse público. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) revela que 52% dos estabelecimentos pretendem transmitir os jogos do Mundial. Entre aqueles que vão exibir as partidas, 80% acreditam que o faturamento será maior do que em dias normais.

Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, a Copa transforma bares e restaurantes em pontos de encontro da torcida brasileira.

"Assistir aos jogos é uma experiência coletiva. Os estabelecimentos acabam funcionando como uma extensão da torcida, reunindo amigos, familiares e grupos que se encontram para acompanhar as partidas", destaca.

Especialistas recomendam que empresários reforcem estoques, equipes de atendimento e sistemas de pagamento para aproveitar melhor a oportunidade. Promoções temáticas, combos de bebidas e petiscos e divulgação antecipada nas redes sociais estão entre as estratégias mais adotadas para atrair clientes.

Com a Seleção Brasileira entrando em campo e a expectativa de uma longa campanha no Mundial, comerciantes enxergam no torneio uma oportunidade de aumentar as vendas, fortalecer o caixa e aproveitar um dos períodos de maior mobilização popular do país. Para muitos empresários, cada jogo do Brasil vale mais do que três pontos na tabela: representa também uma chance de impulsionar os negócios e movimentar a economia.

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