Rede de lavagem ligada ao “Careca do INSS” movimentou R$ 3,9 bilhões, aponta investigação
Estrutura com empresas de fachada teria sido usada para ocultar recursos de esquema bilionário que atingiu aposentados
Uma complexa rede de lavagem de dinheiro ligada ao lobista conhecido como “Careca do INSS” teria movimentado cerca de R$ 3,9 bilhões, segundo revelação do portal Metrópoles.
O esquema, investigado pela Polícia Federal, faz parte das apurações sobre fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados.
De acordo com a reportagem, a engrenagem financeira era composta por dezenas de empresas de fachada utilizadas para dar aparência de legalidade às movimentações.
Essas firmas serviriam como intermediárias para ocultar a origem ilícita dos valores e dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle.
As investigações indicam que o grupo operava de forma estruturada, com divisão de funções entre os envolvidos.
Enquanto parte dos integrantes cuidava da captação de recursos oriundos das fraudes, outros eram responsáveis por movimentar o dinheiro por meio de contratos simulados e serviços fictícios.
O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como figura central do esquema, já havia sido identificado pela Polícia Federal como operador de um sistema bilionário de descontos irregulares em aposentadorias.
Ainda segundo o Metrópoles, o volume expressivo de recursos movimentados reforça a dimensão do esquema e amplia a pressão sobre as autoridades para aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos.
A expectativa é que novas fases da operação tragam mais detalhes sobre a participação de empresas e possíveis beneficiários do dinheiro.
O caso segue sob investigação e é considerado um dos maiores escândalos recentes envolvendo o sistema previdenciário brasileiro.







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