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Dor no joelho após os 30 anos acende alerta e ganha novas alternativas de tratamento

Terapias ortobiológicas avançam e oferecem abordagens menos invasivas para controlar a inflamação e preservar a articulação

Rafael Barbosa
Dor no joelho após os 30 anos acende alerta e ganha novas alternativas de tratamento Rafael Barbosa

Ignorar a dor no joelho hoje pode comprometer a mobilidade no futuro. A partir dos 30 anos, sintomas como dor ao subir escadas, desconforto ao agachar, estalos frequentes ou sensação de inchaço têm se tornado cada vez mais comuns. Apesar disso, esses sinais não devem ser considerados parte natural do envelhecimento. 

Em muitos casos, eles representam o início de um processo degenerativo da articulação. 

A cartilagem, responsável por revestir as superfícies ósseas e atuar como um amortecedor natural, pode sofrer desgaste ao longo do tempo. Quando isso ocorre, surgem dor, inflamação e limitação dos movimentos. 

Entre os diagnósticos mais frequentes estão condromalácia, lesões meniscais degenerativas, desgaste da cartilagem e osteoartrose precoce. Essas condições evoluem de forma lenta e progressiva quando não tratadas adequadamente. 

Fatores que aceleram o desgaste

O aumento desses quadros em pacientes mais jovens está diretamente relacionado ao estilo de vida atual. Observa-se, de um lado, o sedentarismo e, de outro, a prática de atividades físicas intensas sem preparo muscular adequado. 

Além disso, fatores como ganho de peso, fraqueza muscular, histórico de lesões e desalinhamentos dos membros inferiores aumentam a sobrecarga sobre o joelho e aceleram o processo degenerativo. 

Tratamento inicial ainda é fundamental

Na maioria dos casos, o tratamento começa com medidas conservadoras. Entre elas estão o controle de peso, fortalecimento muscular orientado, ajustes na prática esportiva, correção biomecânica e uso de medicamentos quando necessário 

O fortalecimento da musculatura da coxa e do quadril é um dos pilares do tratamento, pois reduz a carga sobre a articulação e contribui para a preservação da cartilagem. 

Avanço das terapias ortobiológicas

Nos últimos anos, as terapias ortobiológicas ganharam destaque no tratamento das doenças do joelho, principalmente nos estágios iniciais e intermediários do desgaste articular. 

Essas abordagens têm como objetivo atuar no ambiente biológico da articulação, reduzindo a inflamação, melhorando a lubrificação e favorecendo a função articular. 

Entre as principais opções estão:

Ácido hialurônico

Utilizado amplamente na prática clínica, melhora a viscosidade do líquido sinovial, reduz a dor e contribui para a melhora funcional em pacientes com osteoartrite leve a moderada 

Plasma Rico em Plaquetas (PRP)

Obtido a partir do sangue do próprio paciente, atua em vias biológicas relacionadas ao controle inflamatório e à modulação do ambiente articular. 

Aspirado e concentrado de medula óssea (BMA/BMAC)

Rico em células e fatores biológicos, pode ser indicado em casos selecionados, especialmente em pacientes mais jovens ou com desgaste inicial. 

Derivados de gordura (MFAT)

Apresentam potencial anti-inflamatório e regenerativo, sendo uma alternativa em protocolos mais avançados. 

Protocolos com células mesenquimais

Utilizados em situações específicas, com foco na modulação do ambiente articular e no controle da progressão do desgaste. 

Essas terapias não substituem o tratamento básico, mas representam uma evolução importante no manejo das doenças articulares, permitindo abordagens mais personalizadas e menos invasivas. 

A indicação deve ser individualizada, levando em consideração o estágio da doença, os sintomas e as características de cada paciente. 

Cirurgia como última opção

A cirurgia é reservada para casos em que o tratamento conservador não apresenta resposta satisfatória ou quando há comprometimento estrutural importante da articulação. 

A avaliação precoce continua sendo o principal fator para melhores resultados. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de preservar a articulação e evitar procedimentos mais invasivos. 

Um sinal que não deve ser ignorado

A dor no joelho é um sinal de alerta do corpo. Mesmo sintomas leves podem indicar alterações iniciais que, quando tratadas precocemente, apresentam melhor evolução. 

Reconhecer esses sinais e buscar avaliação especializada no momento adequado pode fazer diferença significativa na qualidade de vida a longo prazo. 

*Dr. Rafael Guilherme Barbosa
Ortopedia e Traumatologia
Especialista em Cirurgia do Joelho e Trauma de Membros Inferiores
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP
CRM/MT 6234 | RQE 3721

Consultas em Cuiabá
Hospital São Matheus – Ambulatório, 4º andar

Contato: (65) 99956-2567

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