Presidente do STF admite nos bastidores que caso Vorcaro pode virar jogo no STF
Ministros reconhecem que decisão sobre Vorcaro pode definir se a crise de credibilidade do STF vai diminuir ou explodir de vez
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou a interlocutores próximos que o julgamento que decidirá o futuro do banqueiro Daniel Vorcaro pode representar um momento decisivo para a Corte em meio à crise de credibilidade enfrentada pela instituição.
Segundo relatos obtidos nos bastidores, Fachin avalia que o desfecho do caso pode funcionar como um “ponto de inflexão” para o tribunal.
Na interpretação do ministro, a manutenção da prisão de Vorcaro teria potencial para conter a atual crise institucional. Por outro lado, uma eventual decisão pela soltura do banqueiro poderia aprofundar ainda mais o desgaste da imagem do Supremo.
O caso está sob análise da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, e a expectativa entre integrantes da Corte é de que a votação termine com maioria favorável à manutenção da prisão.
Nos bastidores do tribunal, aliados do relator André Mendonça, responsável por determinar o retorno de Vorcaro ao cárcere, projetam um placar de três votos a um pela continuidade da detenção.
Nesse cenário, além do próprio Mendonça, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques tenderiam a votar pela manutenção da prisão. O único voto divergente, segundo essas projeções, viria de Gilmar Mendes.
Interlocutores próximos ao relator afirmaram que Nunes Marques já teria sinalizado apoio à permanência de Vorcaro na prisão. Ainda assim, até o fim de ontem (12), havia preocupação de que pressões políticas vindas do chamado Centrão pudessem influenciar o posicionamento final do magistrado.
Advogados ligados ao banqueiro avaliam que o resultado do julgamento não deve alterar a decisão de Vorcaro de colaborar com as investigações, mas pode influenciar a extensão de uma eventual delação.
Na avaliação desses profissionais, caso ele permaneça detido em um presídio de segurança máxima considerado um dos regimes mais rigorosos do sistema penitenciário brasileiro a tendência seria de que revelasse todas as informações que possui. Já em caso de prisão domiciliar, a colaboração ocorreria de forma mais limitada.
Diante do interesse de parte do Supremo em obter uma delação mais ampla, existe ainda a possibilidade de uma manobra regimental durante o julgamento. Caso o placar caminhe para a soltura do banqueiro, algum ministro poderia apresentar um pedido de destaque, o que suspenderia a análise no ambiente virtual.
Nesse caso, caberia ao presidente da Turma, Gilmar Mendes, interromper o julgamento e transferir a discussão para sessão presencial no plenário da Corte.







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