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EUA vão investigar influência da China no agronegócio brasileiro

Congresso norte-americano inclui medida em lei de inteligência e mira investimentos chineses no setor agrícola do Brasil

Da Redação - Folha do Estado - Foto: Jaelson Lucas
EUA vão investigar influência da China no agronegócio brasileiro

O Congresso dos Estados Unidos determinou a abertura de uma investigação sobre a influência da China no agronegócio brasileiro.

A medida foi incluída na Lei de Autorização de Inteligência para o ano fiscal de 2026 e integra o pacote anual de defesa aprovado no fim de 2025, ampliando o monitoramento norte-americano sobre a presença chinesa em setores considerados estratégicos. 

De acordo com o texto aprovado, o Diretor de Inteligência Nacional dos EUA deverá elaborar um relatório detalhado sobre os investimentos chineses no agronegócio do Brasil.

O trabalho será feito em conjunto com os secretários de Estado e da Agricultura e deverá analisar a atuação de empresas chinesas em áreas como produção agrícola, infraestrutura, energia, terras rurais e cadeias de suprimentos ligadas à exportação de commodities. 

A investigação também deverá avaliar o grau de envolvimento do governo chinês nesses investimentos e identificar possíveis objetivos estratégicos por trás da expansão da presença de Pequim no setor agrícola brasileiro. O relatório final será encaminhado ao Congresso norte-americano dentro do prazo estipulado pela legislação. 

O agronegócio brasileiro ocupa posição central no comércio global de alimentos e tem registrado sucessivos recordes de exportação nos últimos anos. A China é atualmente o principal destino de produtos como soja, milho e carnes, relação que se intensificou em meio às disputas comerciais entre chineses e norte-americanos. 

Para os Estados Unidos, o avanço da China sobre o agronegócio brasileiro passou a ser visto como um fator relevante na disputa geopolítica e econômica global, especialmente no que diz respeito à segurança alimentar e ao controle de cadeias estratégicas de produção. 

Especialistas avaliam que a iniciativa pode aumentar o escrutínio internacional sobre o setor agrícola brasileiro e gerar reflexos diplomáticos nas relações entre Brasil, Estados Unidos e China. O tema reforça a posição do agronegócio como um dos principais pontos de interesse na rivalidade entre as duas maiores potências do mundo.

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