13 de Julho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 03 de Agosto de 2022, 10:23 - A | A

DESAFIO EM MT

Alfinetando Bolsonaro, Fávaro diz que diplomacia e sensatez são fundamentais para aproximar agro e PT

Declaração foi dada durante entrevista à Rádio Conti FM, na manhã desta quarta

ALEXANDRA LOPES - HNT

favaro e onofre ribeiro

 

O senador licenciado e coordenador da campanha do ex-presidente Lula (PT) em Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), afirmou que não será tarefa fácil pacificar as relações entre a extrema-direita aliada ao agro em Mato Grosso com a agremiação petista no Estado. Contudo, avaliou que agendas marcadas com o candidato a vice Geraldo Alkimin (PSB) serão um dos principais fios condutores desse diálogo, que visa à aproximação. 

Geraldo cumprirá agendas no Estado na segunda quinzena de agosto. Há previsão de visita também de Lula na região do Xingu. As informações foram repassadas por Fávaro durante entrevista à Rádio Conti, na manhã desta quarta-feira (3).

"Não sei se até a eleição (fica pacificado). Quero trabalhar com muito respeito e com muita dedicação. Já temos agendas marcadas. O vice-presidente Alkimin já visitará entidades de classe aqui em Mato Grosso, depois das convenções. A temática será dividida em algumas fases.  Primeiro: prestação de contas; alguns projetos que já pensamos para implementarmos e a principal delas: ouvir e colher as informações, o que o agro precisa hoje? Não é o que o precisávamos em 2002, quando Lula foi presidente, precisamos de garantia de preço, de renegociação. Hoje, as demandas, na minha avaliação, são produção sustentável, respeito ao meio ambiente, incentivo à produção sustentável, tecnologias high tech", destacou Fávaro, lembrando que os temas são fundamentais, pois auxiliam e fomentam a competitividade.

Ainda de acordo com Fávaro, para estabelecer essa aproximação, serão pontuadas nesse processo algumas melhorias para o setor do agronegócio. Nesse contexto, o senador alfineta o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que já disparou em diversas oportunidades declarações polêmicas endereçadas à China, como, por exemplo, quando no momento mais crítico da pandemia da covid-19, Bolsonaro insinuou que a pandemia seria uma "guerra biológica chinesa".

"Precisamos melhorar nossa relação internacional. O Brasil era um país conhecido como amigo de todos. Sempre teve uma diplomacia equilibrada e sensata. Hoje, comprar briga ideológica com a China é brigar com nosso principal parceiro comercial. Acho que equilíbrio é importante. Nós vamos levar algumas propostas, mas também colher algumas informações para fazer nosso plano de governo", pontuou Fávaro.

Para o coordenador da campanha petista, o principal pacificador nesse processo eleitoral será o próprio Lula.

"Quando ele (Lula) me disse que não seria candidato do Partido dos Trabalhadores, se o PT radicalizar com os programas de governo já estabelecidos, enfantizou: procure outro candidato, dizendo que  seria candidato para pacificar o Brasil. A frase me convenceu a entrar no processo", finalizou o senador.



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