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TRAGÉDIA FINACEIRA: Bolsa despenca quase 50% na abertura do pregão

Ibovespa chegou a recuar 14,47% nesta segunda-feira, e a B3 acionou o circuit breaker em meio à reação dos investidores ao resultado das eleições

Da Redação - Folha do Estado
TRAGÉDIA FINACEIRA: Bolsa despenca quase 50% na abertura do pregão

A Bolsa de Valores brasileira registrou uma forte queda nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

Às 13h03, pelo horário de Brasília, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, caía 14,47%, aos 175.466,12 pontos, em um dos movimentos mais intensos de desvalorização da história do mercado nacional. 

A reação ocorreu porque o resultado eleitoral contrariou as expectativas que vinham sendo precificadas pelo mercado nas semanas anteriores. Com a confirmação da vitória de Lula, investidores passaram a reavaliar o cenário econômico e as perspectivas para o país, provocando uma onda de vendas de ações.

A intensidade do tombo levou a B3 a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando as perdas atingem determinado patamar. A medida não era utilizada desde março de 2020, durante o período de forte turbulência provocado pela pandemia de Covid-19.  

O impacto não ficou restrito à Bolsa. O dólar também disparou, chegando a superar R$ 5,60 durante as primeiras horas de negociação, enquanto os juros futuros avançaram, refletindo a preocupação dos investidores com os rumos da política econômica e fiscal do país.

O movimento chamou atenção pela dimensão histórica. Antes do pregão desta segunda-feira, a maior queda diária do Ibovespa desde o Plano Real havia sido registrada em 10 de setembro de 1998, quando o índice recuou 15,83%, em meio à crise financeira russa. A desvalorização desta segunda chegou a superar esse patamar durante a sessão.  

Entre as principais preocupações do mercado está a condução das contas públicas a partir de 2027. Investidores avaliam se o próximo período de governo apresentará medidas capazes de conter o crescimento da dívida e dar previsibilidade à política fiscal. A reação dos ativos, portanto, reflete tanto a surpresa com o resultado eleitoral quanto as incertezas sobre as decisões econômicas que serão tomadas nos próximos meses.

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