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Sinfra prevê ajustes em edital para avançar na construção de túnel no Portão do Inferno

Marcelo Oliveira reiterou que o processo será republicado e preço motivou recusa do Consórcio TB-ETEL

CAMILA RIBEIRO / BIANCA MORTELARO - HNT
Sinfra prevê ajustes em edital para avançar na construção de túnel no Portão do Inferno
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O secretário de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), Marcelo Oliveira, deixou em aberto possíveis mudanças no processo de contratação da empreiteira que vai executar a construção de túnel no Portão do Inferno e a duplicação da MT-251, em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá). Marcelo Oliveira reiterou que Consórcio TB-ETEL foi inabilitado por sua contabilidade não se enquadrar nos critérios exigidos pela Comissão de Licitação da Sinfra.

O secretário também esclareceu que as dificuldades não têm relação com o preço.

"A empresa não atendeu os requisitos fiscais que precisavam ser atendidos. Então, nós retiramos o processo e vamos republicar novamente. Se tiver que fazer alguns ajustes, eles serão feitos", falou o secretário nesta segunda-feira (25) no Palácio Paiaguás.

Marcelo Oliveira não adiantou uma data para a publicação do novo edital, mas elogiou o Consórcio TB-ETEL por obras de túneis feitas em outros estados. Recentemente, o secretário reconheceu a falta de experiência da Sinfra para a construção de túneis.

Além da falta de expertise, o solo arenoso e instável na região do Portão do Inferno é outro desafio.

"Falaram que era uma empresa boa, que trabalha com túnel, mas infelizmente o governo tem isso. Você tem que atender algumas determinações e na hora que passou pela análise da contabilidade e da Sinfra, o consórcio não atendeu esse item do edital", lamentou.

As obras do Portão do Inferno dependem de licenças do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a construção do túnel e a duplicação são prioridades, e criticou o órgão ambiental pela lentidão para liberar os documentos. Para viabilizar a documentação, Pivetta acentuou que a equipe do escritório de Mato Grosso em Brasília bate na porta do Ibama "todos os dias".  

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