Mauro fez parque bilionário com dinheiro público para exploração particular
BOM NEGÓCIO COM FUTURO GARANTIDO
O governador Mauro Mendes (União) construiu o Parque Novo Mato Grosso, o parque dos milionários, gastando bilhões em dinheiro público. O que não revela é quem vai ganhar a concessão para a exploração do parque como negócio particular.
Um bom negócio privado com bom futuro de lucros garantidos.
A passagem do negócio do público para o privado continua em segredo. O deputado Wilson Santos (PSD) fez um requerimento de informações há seis meses sobre essa transação em curso do negócio bilionário entre o dinheiro público e o lucro privado.
Mauro Mendes ainda não respondeu as informações que a sociedade precisa saber. Quem vai lucrar com esse negócio?
O requerimento feito pelo deputado estadual Wilson Santos teve um requerimento de pedido de informações, nº 539/2025 Protocolo nº 9644/2025, em setembro de 2025. Até hoje o governador não deu as devidas respostas sobre quem vai ficar com a concessão da exploração do Parque Novo Mato Grosso, a obra bilionária feita com dinheiro público. Só numa Roda Gigante, Mendes gastou 70 milhões de reais em recursos do estado. Na sua justificativa, Wilson destaca a importância de o governador prestar contas de qual empresário ou quais empresários vão operar o empreendimento construído com dinheiro público.
“O Parque Novo Mato Grosso constitui um dos empreendimentos mais expressivos e onerosos já realizados pelo Estado de Mato Grosso, tendo absorvido vultosos investimentos de recursos públicos desde sua concepção até sua execução. Dada a magnitude financeira e a relevância social desse projeto, torna-se indispensável que haja total transparência quanto à forma pela qual sua gestão foi concedida à iniciativa privada.
A realização de chamamentos públicos, concessões e parcerias público-privadas exige a mais absoluta observância dos princípios constitucionais da Administração Pública, em especial os da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência (art. 37 da Constituição Federal). Nesse contexto, cabe ao Poder Legislativo, no exercício de sua função fiscalizatória, verificar se o procedimento atendeu de forma rigorosa a tais princípios.
O presente Requerimento busca, portanto, não apenas a cópia integral do processo administrativo, mas também informações detalhadas acerca dos critérios de julgamento, da concorrência entre empresas interessadas, dos contratos e aditivos firmados, bem como dos compromissos assumidos pela concessionária em contrapartida ao uso de um patrimônio público de tamanha relevância. É fundamental compreender se o chamamento público garantiu ampla competitividade, se as condições de habilitação foram compatíveis com a realidade do mercado, se os critérios de julgamento foram objetivos e transparentes, e se a empresa vencedora vem cumprindo integralmente as obrigações assumidas perante o Estado. Assim, a solicitação das informações constantes deste requerimento é medida que se impõe, a fim de que a Assembleia Legislativa possa exercer de forma plena sua prerrogativa de fiscalização e garantir a defesa do interesse público”.
AS 11 PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR
O parlamentar cobra as devidas informações do governador sobre esta passagem da obra pública para a exploração particular.
1- Cópia integral, de capa a capa, do processo administrativo referente ao chamamento público que resultou na concessão de gestão do Parque Novo Mato Grosso;
2-Quais foram os critérios técnicos, jurídicos e financeiros estabelecidos no edital para habilitação e julgamento das propostas?
3-Quais empresas ou consórcios participaram do chamamento público e quais foram suas respectivas pontuações ou classificações finais?
4-Qual a justificativa técnica que fundamentou a escolha da empresa vencedora?
5-Cópia do contrato de concessão firmado entre o Estado e a empresa, bem como de eventuais aditivos, anexos e planos de trabalho apresentados;
6-Qual é o prazo total de vigência da concessão, incluindo possibilidade de prorrogação?
7-Quais são as principais obrigações da concessionária em termos de manutenção, investimentos, programação de eventos e contrapartidas em benefício do Estado?
8-Há previsão de aporte financeiro direto ou indireto por parte do Governo do Estado para a execução das atividades da concessionária?
9-Quais são as estimativas de receita e de despesas previstas ao longo da concessão?
10-Quais mecanismos de fiscalização e acompanhamento contratual estão sendo adotados pelo Estado para garantir o cumprimento das obrigações da concessionária?
11- Existem relatórios de monitoramento já elaborados pela Secretaria ou outro órgão de controle? Em caso positivo, encaminhar cópia.
Mendes deve essas explicações e que precisam ser dadas antes dele deixar o governo para disputar uma vaga ao Senado.
“GOVERNO MAURO MENDES É BALCÃO DE NEGÓCIOS”
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) diz que os empresários beneficiados com a concessão já estariam escolhidos a dedo pelo governador Mauro Mendes. Ele critica o modelo de gestão do atual governo: “O Estado não pode funcionar como balcão de negócios para quem já concentra riqueza”. O comentário na íntegra de Barranco, que a exemplo do deputado estadual Wilson Santos cobra a devida transparência deste negócio envolvendo dinheiro público visando lucro privado.
“É impossível não se revoltar ao ver um parque que custou mais de R$ 3 bilhões dos cofres públicos, ser colocado a serviço de interesses privados. Dinheiro pago pelo povo de Mato Grosso, que poderia estar em hospitais, escolas, estradas e segurança, agora parece destinado a favorecer grandes grupos econômicos. O chamado “Parque dos Bilionários” simboliza exatamente isso, um patrimônio público entregue a poucos privilegiados. Não é aceitável que estruturas construídas com recursos da sociedade acabem beneficiando empresários como Scheffer, Maggi e Reck Júnior, enquanto a maioria da população enfrenta dificuldades no acesso a serviços básicos. O Estado não pode funcionar como balcão de negócios para quem já concentra riqueza. Mato Grosso precisa de políticas públicas para o povo, não de favores a bilionários. Quando o dinheiro público vira oportunidade privada para poucos, a indignação da sociedade é legítima e precisa se transformar em cobrança, transparência e responsabilidade”.







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