Trump ameaça Colômbia após operação na Venezuela e Petro reage com furia
Após derrubar Maduro, Trump ameaça avançar contra aliado histórico dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou ainda mais a tensão na América Latina ao ameaçar a Colômbia logo após a operação militar norte-americana na Venezuela que ressultou na captura do presidente Nicolas Maduro.
A declaração foi feita no último domingo (4), a bordo do Air Forvce One, quando Trump afirmou que Bogotá estaria "muito doente" e sob o comando de um governo que "gosta de produzir cocaina e vendê-la aos EUA", uma acusação grave feita sem apresentação de nenhuma prova.
Trump não descartou a possibilidade de uma nova ação militar americana na Colômbia, afirmando que uma operação no país “soa bem para ele”, na sequência da ofensiva que derrubou Maduro em Caracas.
A reação em Bogotá foi imediata. O presidente Gustavo Petro, primeiro líder de esquerda da história colombiana, repudiou as declarações, classificando-as como infundadas e uma forma de ataque à soberania nacional. Petro disse, em tom goleador nas redes sociais, que seu nome “não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico” e pediu que Trump “pare de caluniá-lo”.
A Chancelaria da Colômbia também divulgou nota oficial classificando as ameaças americanas como “ingerência inaceitável” e exigindo respeito às normas internacionais.
O episódio ocorre em meio ao ciclo de confrontos geopolíticos desatado pela ação dos EUA na Venezuela, que já provocou críticas de governos da região e acirrou debates sobre soberania, narcotráfico e a postura dos Estados Unidos na política hemisférica.







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