23 de Julho de 2024

VARIEDADES Sexta-feira, 12 de Agosto de 2022, 11:35 - A | A

EVENTO COM VERBA PÚBLICA; VÍDEO

Rodeio tem fala homofóbica: "Tristeza não poder matar filho viado"

Evento da Prefeitura de Marcelândia é alvo de críticas após “piada” viralizar; show custou R$ 385 mil

Vitória Gomes - Midia News

narrador rodeio e crianca

 

O Circuito Nortão Rodeio Bulls, financiado com verba pública em convênio com a Prefeitura de Marcelância, é alvo de críticas nas redes sociais por conta de uma piada homofóbica em que um homem diz que “a maior tristeza de um pai é ter um filho ‘viado’ e não poder matar”.

 O evento ocorreu no último sábado (6) e a fala foi proferida por um homem que fazia a parte cômica da apresentação durante o intervalo do rodeio. A declaração foi transmitida ao vivo no YouTube, mas o vídeo foi apagado após a repercussão.

 “Sabe qual é a maior alegria e qual maior tristeza de um caçador? A maior alegria do caçador é matar uma onça, tirar o couro e estender na sala da sua casa. A maior tristeza é ter um filho ‘viado’ em casa e não poder matar”, disse o homem.

 Além de proferir a fala homofóbica, o homem simulou uma cena de caça em que atirava em outra pessoa vestindo uma roupa de animal enquanto andava pela arena.

O evento foi patrocinado com recursos públicos, no valor de R$ 385 mil pagos pela Prefeitura de Marcelândia.

 A vereadora por Sinop, Professora Graciele (PT) publicou em seu Instagram uma nota de repúdio sobre o caso e classificou o ato como “inadmissível”.

 “Atos como esses não são apenas lamentáveis, mas sobretudo inadmissíveis. Tais situações constituem a realidade social que muitas pessoas LGBTQIA+ enfrentam nos espaços sociais pois o machismo, o preconceito e desrespeito à diferença permanecem enraizados nas estruturas de nossa sociedade”, escreveu.

 A vereadora ainda lembrou que o Brasil é o País que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo, sendo Mato Grosso o segundo Estado que mais pratica violência com membros da comunidade.

Atitudes nefastas, como destes sujeitos, demonstram a persistente truculência do ideário homofóbico e o quanto ainda se precisa avançar para que todas e todos possam exercer seus direitos com respeito e igualdade”, finalizou.

 O caso já está em análise no Ministério Público Estadual (MPE).

 Veja o vídeo:

 


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