15 de Julho de 2024

VARIEDADES Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2023, 17:06 - A | A

DICAS DE ESPECIALISTA

Retorno do Carnaval de rua deve ser festejado com atenção aos golpes

Clonagem do cartão, bloqueio por aproximação e mudanças no valor de pagamento são golpes tradicionais para o Carnaval; entenda como evitá-los

Assessoria de Imprensa

carteira e dinheiro

 

O carnaval de 2023 marca o retorno total das festividades de rua. De acordo com o Ministério do Turismo, cerca de 46 milhões de pessoas devem participar de bloquinhos e desfiles espalhados pelas capitais brasileiras. Mas, com o retorno das festas, os foliões também precisam ficar atentos ao retorno dos golpes que podem ocorrer, principalmente envolvendo pagamentos com cartões.

Historicamente, muitos golpes utilizando maquininhas acontecem em grandes eventos e no dia a dia dos brasileiros. No início deste ano, uma investigação realizada pela empresa de segurança Kaspersky revelou a existência de uma nova fonte de preocupação: três novas variantes do vírus Prilex, que tem o poder de copiar dados bancários de cartões utilizados em maquininhas e efetuar pagamentos “fantasmas”.

Nessa nova variante dos golpes, a modalidade de compra por aproximação é bloqueada, forçando o consumidor a inserir o cartão na maquininha e, dessa forma, ocorre um processo de cópia dos dados, concretizando a fraude. “Os criminosos, se passando por representantes de empresas de pagamento, ligam para os proprietários adquirentes das máquinas e afirmam a necessidade de uma “atualização” de sistema, assim infectando o aparelho com o vírus”, comenta Rogério Albuquerque, head de produtos e marketing na Card, empresas de meios de pagamento com mais de 90 mil pontos de vendas no Brasil.

Ainda de acordo com a investigação, os criminosos conseguem filtrar todas as informações necessárias em dados bancários, inseri-las em um banco de dados e ranquear as vítimas com os melhores cartões (que possuem limites altos), cartões corporativos e até mesmo os famosos “black cards”.

O vírus Prilex é apenas um novo item em uma lista de golpes que os brasileiros conhecem e sabem que estão sujeitos no dia a dia. Rogério Albuquerque menciona que alguns desses golpes são mais comuns em grandes festividades, e devem estar na mente dos foliões durante o Carnaval, como:

• Clonagem dos cartões;
• Compra duplicada;
• Troca de cartão em um momento de distração do cliente;
• Golpe da maquininha de visor quebrado;
• Repetição de falhas no momento de passar o cartão na maquininha.

Afinal, como se proteger?

Para não cair em nenhum desses golpes citados, assim como outros, todos que estiverem curtindo o Carnaval precisam estar atentos às informações presentes na tela da maquininha durante todo o processo de transação de compra. “Analisar os descritivos e conversar com o vendedor no ato da compra pode facilitar na identificação da fraude. Atitudes suspeitas do vendedor, ou informações incoerentes no display do aparelho são fortes pontos de alerta para uma fraude”, explica Rogério.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também emitiu um material alertando para que os foliões “sempre verifiquem o valor digitado na maquininha e que peçam o comprovante impresso”, assim como para desconfiar se o vendedor comunicar que precisa passar o cartão novamente, pois a cobrança pode estar diferente visto apenas depois do bloquinho pelo aplicativo do banco.

Com essa grande variedade de golpes utilizando cartões de crédito e débito, uma dica inicial é que foliões priorizem pagamentos com o tradicional “dinheiro vivo”, ou em espécie, inclusive, a Card é uma das empresas que oferecem alternativas de formas de pagamento, por meio de seus parceiros.

Fazer os pagamentos em dinheiro é uma prática que ajuda a evitar golpes com cartões e, normalmente, o impacto de um eventual prejuízo acaba sendo menor do que possíveis transferências bancárias e o comprometimento total da conta do indivíduo.

Aos proprietários de estabelecimentos, comerciantes e vendedores que utilizam as maquininhas, também é necessário manter a atenção em relação aos falsos contatos de empresas adquirentes. “Numa ligação com algum “técnico”, peça informações profissionais e credenciais da empresa responsável; numa eventual visita, cheque a ordem de serviço a ser executada”, finaliza Rogério



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