19 de Julho de 2024

POLÍCIA Terça-feira, 11 de Outubro de 2022, 12:26 - A | A

OPERAÇÃO FALSO ÁLIBI

Repórter de Cuiabá alvo da PF diz que foi um "susto" e confirma que recebeu material pornográfico

Arthur é repórter investigativo da TV Cidade Verde em Cuiabá

CLARYSSA AMORIM - HNT

reporter de tv

 O jornalista de Cuiabá, Arthur Garcia

O jornalista de Cuiabá, Arthur Garcia, alvo da Polícia Federal na 'Operação Falso Álibi', deflagrada na manhã desta terça-feira (11), disse que foi um "susto" ao receber os policiais em seu apartamento. Arthur é repórter investigativo da TV Cidade Verde e teria recebido conteúdo de pornografia infantil em seu celular para "investigar".

"Foi um susto. Faz parte do nosso trabalho. No dia 11 de agosto, eu realmente recebi várias imagens de pornografia infantil de uma pessoa que se passou por um delegado da Polícia Civil da cidade de Jataí, lá em Goiás, dizendo que se eu quisesse investigar. Porém, depois que eu abri o primeiro vídeo, eu nem consegui ver o restante. Está aqui, nem fiz o dowload", explicou o jornalista, durante o Programa do Pop na TV Cidade Verde, com o celular na mão, nesta terça-feira.

O jornalista continuou esclarecendo que os policiais entraram em seu apartamento e "vasculharam" todos os seus equipamentos digitais, porém, nada encontraram. Em seu celular, foi encontrado o material cibernético de pornografia infantil.

Mas, segundo Arthur, o próprio delegado o informou que as provas são a seu favor, como, por exemplo, não ter feito o dowload dos vídeos. No entanto, ele reconheceu que errou em armazenar em seu celular as imagens contendo pornografia infantil, pois é considerado crime. 

A OPERAÇÃO

O jornalista e apresentador de televisão Arthur Garcia foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a 'Operação Falso Álibi', que combate crimes de exploração sexual infantil, notadamente condutas envolvendo o comércio e a distribuição de imagens de pedopornografia. 

O jornalista foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a 'Operação Falso Álibi', que combate crimes de exploração sexual infantil, notadamente condutas envolvendo o comércio e a distribuição de imagens de pedopornografia. O repórter prestou depoimento à Polícia Federal e foi liberado.

A operação investiga os alvos suspeitos de trocarem, armazenarem e divulgarem imagens de exploração sexual infantil e links de comercialização desse material por meio de grupos de aplicativos de mensagens.



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