13 de Julho de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 20 de Abril de 2022, 14:35 - A | A

ERA ENVIADO À EUROPA

Polícia Federal investiga se médico de Cuiabá está envolvido com o tráfico internacional de cocaína

Conforme o apurado pela PF, Rowles solicitava a transferência de grande quantias em dinheiro para o médico.

AMANDA DIVINA - HiperNoticias

ESTESTOCOPO

 

A Polícia Federal está investigando se um médico geral de Cuiabá está envolvido com o tráfico internacional de cocaína. F.G.P.D.B.N. seria sócio do advogado e ex-assessor especial da Vice-Governadoria do Estado, Rowles Magalhães.

Conforme o apurado pela PF, Rowles solicitava a transferência de grande quantias em dinheiro para o médico.

De acordo com o relatório, o médico também recebia transferências de Rowles e de um comparsa que era responsável pela parte financeira da organização criminosa do qual chegou a receber R$ 155 mil nos dias 22 de janeiro de 2021 e 5 de fevereiro do mesmo nao.

"Mediante a quebra dos dados telemáticos, chegou-se a muitas conversas entre F. e Rowles, demonstrando uma relação próxima entre os dois. Como bem
asseverou a Polícia Federal as transferências bancárias, investimentos conjuntos devem ser melhor investigados para se descobrir, ou não, envolvimento do F.G com os crimes investigados nos autos, principalmente com o crime de lavagem de capitais.", diz o documento.

Além de Rowles, em membros da organização criminosa o ex-secretário de Ciências e Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci), Nilton Borgato, e a doleira Nelma Kodama. Eles atuavam juntos com um membro do alto escalão da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para adquirirem cocaína e entregá-la aos fornecedores. Borgato e Kodama também eram responsáveis pela introdução da droga na Europa.

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador para abastecimento. Após ser inspecionado, foram encontrados 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave.

A partir da apreensão, a Polícia Federal conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo). Foi apontado que o ex-secretário teve participação no envio das remessas.

Segundo o apurado, na organização criminosa, Borgato utilizava o apelido de "Índio" e realizou diversos encontros com Rowles ao lado do Hotel Paiaguás, em Cuiabá. A identificação do ex-secretário foi descoberta após um voo ter sido cancelado e Rowles enviar o print da conversa dele com Borgato para outra pessoa. 

Na imagem de contato aparecia o ex-secretário.



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