21 de Julho de 2024

CULTURA Terça-feira, 05 de Abril de 2022, 16:26 - A | A

ÂNGELUS NOVUS

Curta sobre pandemia é lançado nesta quarta

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cartaz filme luis borges gde

 

A quarta-feira (6) será de cinema no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros. Será o lançamento do curta-metragem ‘Angelus Novus anuncia na boca da noite a derrocada do anticristo’, de Luiz Borges. A programação é às 20h e compõe as comemorações dos 303 anos de Cuiabá.

O ingresso social são dois quilos de alimento não perecível, a ser destinado às instituições filantrópicas cadastradas junto à Assembleia Social. Não é necessário fazer troca prévia, basta vir com o donativo diretamente na portaria do Teatro Zulmira.

Com 21 minutos de duração, o curta remete a um tempo marcado pela luta no enfrentamento à pandemia da covid-19. Você pode ver o trailer do filme no link https://youtu.be/e89CZmsVK9Y.

“A realização deste filme em meio à tamanha dor é um prazeroso reencontro com o público num dos momentos mais desafiadores e trágicos dos últimos anos. Fazer cinema neste momento é também uma resistência e uma celebração à vida”, destacou o diretor do filme, Luiz Borges.

Três núcleos dramáticos abordam importantes temas decorrentes dos impactos da pandemia, tais como o aumento da violência doméstica, o abandono da infância, o suicídio, o negacionismo e a mercantilização da fé.

Angelus Novus (em português, anjo novo) é o título latino de um desenho a nanquim, giz pastel e aquarela sobre papel, feito por Paul Klee em 1920.

“Abrir as portas para este filme é receber a grandiosidade do cinema mato-grossense, representada por nomes como de Luiz Borges, Lucia Palma, Júlio Carcará, Caio Ribeiro, Bia Correa, Péricles Anarcos e Maria Clara Bertúlio. Um elenco potente e uma produção de alto nível. Que sigam voando e que contem sempre conosco”, refletiu a diretora da Assembleia Social e do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, Daniella Paula Oliveira.

O filme foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio de edital da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer (Secel/MT), e conta com apoio cultural da Prefeitura de Cuiabá, da Assembleia Social, do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, do Instituto de Geografia, História e Documentação da Universidade Federal de Mato Grosso (IGHD/UFMT), da Casa Aldeia e do Cineclube Coxiponés.

São apoiadores também a Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães, as pousadas Vento Sul, do Didi, Bom Jardim e o Hotel Turismo, a Latitude Filmes e Equipamento e Fazer Bem.

Por dentro da história

No primeiro núcleo, Mauro (Júlio Carcará) é um palhaço idoso que tem uma relação homoafetiva recém-interrompida. Ele foi obrigado a fixar residência e viver solitariamente no Edifício Angelus Novus, o Palácio do Comércio, com seu cachorro Puxa Puxa, devido ao fechamento do circo, por conta do lockdown. Imerso nas próprias memórias, o único contato dele com o mundo é através do celular com a filha Maria, uma mulher trans, enfermeira, que trabalha na linha de frente no combate à pandemia, num hospital do interior do Estado.

No segundo núcleo, em virtude do fechamento de seu salão de beleza, Ana (Maria Clara Bertúlio) é obrigada a voltar a morar no apartamento de sua mãe, no mesmo edifício, com sua pequena filha Bela (estreando Ivy Caroline Felix). A mãe dela, Francisca (Bia Corrêa), é uma professora aposentada que sofre de diabetes. João (Péricles Anarkos), o marido de Ana, aguarda perícia do INSS para sua aposentadoria por invalidez. Desempregado, se entrega ao consumo abusivo de álcool. O casal vive uma relação tensa com crescentes episódios de violência.

No último núcleo, Messias (Caio Mattoso), gerente de um frigorífico, e a esposa Dolores (Mariana Badan) vivem com o filho Amorésio (Caio Ribeiro), estudante universitário e ativista. As diferenças ideológicas invadem a relação dessa família. Num dia, Messias esconde a informação de sua família e dos fiéis da igreja - onde também é pastor - que está infectado por covid-19.  Ele nega a existência da pandemia, porém explora e lucra com o desejo de proteção e cura dos seus discípulos.

Produção

A equipe de arte do filme ficou sob a competência de Júlio Tavares, figurino de Jane Klitzke e maquiagem de Deia Okamura; na direção de som, Yuri Kopcak; a trilha sonora original é do músico Danilo Bareiro e a montagem e a direção de fotografia são assinadas por André Luís da Cunha; na edição de som e mixagem, Micael Guimarães.

Os demais 35 membros da equipe são genuinamente profissionais de Mato Grosso. A produção executiva é assinada por Daniele Borges e Paula Dias é responsável pela direção de produção.



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